CONSULTORIA
GESTÃO E MODELO SISTÊMICO – APLICAÇÃO NAS IES

Podemos conceituar o modelo sistêmico em uma organização sistêmica como sendo aquele onde a instituição (no caso a IES) e o meio ambiente (a sociedade e o mercado – esquecendo um pouco aquela questão já desgastada do mercantilismo do ensino), estão permanentemente envolvidos num processo interativo que resulta em um redesenho mútuo e dinâmico, baseado em processos. É fundamental que haja uma intima interação entre a IES e a sociedade/mercado de tal maneira que todos os segmentos da instituição, passando pela alta administração (estratégica), intermediária (tática) e básica (operacional) estejam envolvidos.

Considerando uma organização como um sistema complexo e transpondo essa complexidade para uma instituição de ensino superior, a IES tem que dar respostas (produtos/resultados) para a sociedade/mercado através de seus serviços educacionais básicos (ensino, pesquisa e extensão). A sociedade, por sua vez, retroage com a IES fornecendo-lhe recursos humanos (alunos e docentes) e materiais (financeiros) para sua subsistência e crescimento.

A complexidade aqui aventada obriga as IES a buscarem um crescimento baseado em um planejamento. O crescimento de uma instituição não ocorre por acaso, de maneira espontânea (principalmente nessa época de grande concorrência e competitividade). Um planejamento é fundamental.

Para que esse planejamento seja efetivo, é necessário conhecer o atual cenário e ter competência para identificar as mudanças no ambiente e, assim, poder antecipar-se a elas. Essa antecipação, com base na análise ambiental, leva a IES à uma redefinição dos seus objetivos, mantendo-se focada, porém na idéia de negócio (esqueçamos mais uma vez o tal mercantilismo). Novas estratégias devem ser formuladas, visando uma adaptação da IES ao novo cenário (ambiente). Assim, delinea-se a construção de um amplo planejamento estratégico (que pode e deve ter reflexos no PDI da IES) traçando-se novos planos, programas e metas.

Deve, porém, atentar a um quesito fundamental: a necessidade da manutenção da identidade da organização (IES) – seu DNA. Muito embora missão, visão, valores e princípios possam ser revisados (transformados) com o tempo, a sua essência, no entanto, é imutável.

Com base nos conceitos fundamentais da excelência em gestão (FNQ – Fundação Nacional da Qualidade), podemos relacionar onze Fundamentos da Excelência aplicada às IES:
• PENSAMENTO SISTÊMICO
• APRENDIZADO
• CULTURA DA INOVAÇÃO
• LIDERANÇA E CONSTÂNCIA DE PROPÓSITOS
• ORIENTAÇÃO POR PROCESSOS E INFORMAÇÕES
• VISÃO DE FUTURO
• GERAÇÃO DE VALOR
• VALORIZAÇÃO DAS PESSOAS
• CLIENTE E MERCADO
• PARCERIAS
• RESPONSABILIDADE SOCIAL

Uma das características mais marcantes do ensino superior atual é a competitividade existente nesse setor. Essa competitividade leva as seguintes conseqüências imediatas: Necessidade de se determinar a rentabilidade de um serviço educacional; Sobrevivência; Cursos que agreguem valor; Qualidade; Aluno como cliente; Gestão competente; Visão estratégica

O resultado do censo do ensino superior de 2006 mostrou que a competitividade no ensino superior tende a ser cada vez mais acirrada, pois de acordo com os resultados divulgados havia no ano de 2006 2.270 instituições de ensino superiores credenciadas junto ao Ministério da Educação. Essas IES, juntas, ofereceram em 2006 mais de 2,6 milhões de vagas em seus cursos de graduação. Entre os anos de 1991 e 2006 houve um crescimento exponencial da oferta de vagas no ensino superior, partindo de pouco mais de 500.000 vagas em 1991 para 2,6 milhões em 2006. Esse cenário requer uma dualidade para as IES: cautela e ousadia.

O modelo sistêmico no PPC do curso
O modelo sistêmico aplicado ao projeto pedagógico do curso (PPC) nada mais é do que a integração de uma série de processos que envolvem o curso e a IES. No modelo sistêmico devem ser levados em consideração as seguintes variáveis:
• GESTÃO COLEGIADA
• COORDENADOR (GESTOR) DA ATIVIDADE FIM DA IES
• REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR
• 20% da CH DO CURSO (AC + ES)
• 20% da CH NÃO-PRESENCIAL
• CH mínima, com priorização da QUALIDADE
• AUTO-AVALIAÇÃO
• ENADE
• TECNOLOGIA

A capacidade em desenvolver gestores é um reflexo imediato da importância da gestão universitária, que deve buscar desenvolver um “espírito de gestor” no âmbito da reitoria, coordenação de curso, na área financeira, de RH, de marketing e de tecnologia entre outras.

Por sua vez, tais gestores devem estar capacitados à integrarem ensino, pesquisa e extensão às atividades administrativas. Trata-se da gestão dos serviços educacionais, que uma vez integrados às atividades administrativas caracterizam a gestão sistêmica – integrada.

O gestor deve ter a percepção e o entendimento da questão do atendimento e da vivência em sala de aula (coordenadores de cursos).

A imagem que a IES passa para a sociedade/mercado deve ser resultado da soma de todas as interações dos indivíduos (gestores e acadêmicos) com a IES.

Cabe, finalmente, a título de avaliação de resultados, a valorização tanto dos números acadêmicos (ingressantes, formandos, alunos matriculados, evasão, resultados do ENADE, entre outros) como dos números administrativos (inadimplência, receitas/despesas, folha de pagamento, entre outros).

A “nova IES” é resultado de uma “nova gestão”, que tem visão sistêmica e estratégica, que consegue uma perfeita articulação entre o “aqui dentro” e o “lá fora”, e que consegue conciliar a eficácia educacional com a eficiência organizacional, ou seja, conciliar uma educação/ensino que produz resultado (eficaz) com uma organização (IES) que tem capacidade de produzir resultados (eficiente).

Uma “nova IES” pede uma nova filosofia de gestão, com destaque para:
• Orientação para o cliente – foco no e para o cliente.
• Orientação para a concorrência – conhecer a concorrência, vislumbrar seus pontos fracos e se antecipar a ela na oferta de produtos (serviços) diferenciados.
• Orientação para o futuro – análise crítica do ambiente (interno e externo), com a elaboração de um planejamento estratégico consistente, calcado em planos de ações e visão de futuro.

Um modelo de excelência de gestão deve ser sustentado por um conjunto de conhecimentos e informações que perpassam por clientes, lideres e sociedade. Deve considerar que clientes e sociedade possuem necessidades, expectativas, desejos e sonhos.

As lideranças, por sua vez, têm que ter competências para definir e por em prática um conjunto de estratégias e planos (PE) calcadas em pessoas e processos, vislumbrando produzir resultados para as partes interessadas.

A gestão sempre irá se deparar com desafios que exigirão esforços comuns para superá-los. Tais desafios envolvem:
• Gerir o negócio em função dos clientes;
• Oferecer maior valor agregado;
• Dar prioridade aos processos – gestão sistêmica;
• Criar ordem a partir da desordem (caos);
• Avaliar com senso estratégico;
• Levar adiante uma gestão estruturada e sistêmica;
• Concentrar-se no cliente final;
• Derrubar barreiras;
• Buscar constante inovação.

Samuel José Casarin – Trabalha com consultoria para instituições de ensino superior, ministra palestras e cursos voltados para capacitação de profissionais do segmento educacional superior.

PRÊMIO PNGE 2009
OPERADORA OFICIAL DE TURISMO
PARCERIA
DESTAQUE MÍDIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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