CONSULTORIA
JULHO - 2008
O Educador 2.0

Claudia S. Franco
Quando cientistas americanos criaram as primeiras redes de computadores para troca de informações com fins militares, não imaginavam que passados pouco mais de trinta anos, a Internet - filha desse projeto - seria a responsável pela maior revolução nos relacionamentos pessoais da história da humanidade. Através da troca de experiências e informações, formou-se uma geração capaz de disseminar tendências, definir modas e propagar conteúdo de uma maneira nunca vista antes, formatando assim a atitude do século que se inicia.

Conhecida como a Geração C (do inglês content - conhecimento) esse grupo de centenas de milhares de pessoas espalhadas pelo planeta nasceu conectada à tecnologia e a tudo que ela oferece. Tão rápido quanto a capacidade de aprender utilizando as ferramentas disponíveis, a tecnologia provoca revoluções diárias no cotidiano do planeta, dada sua capacidade de adaptação e influência dos meios com os quais interage.

É fato que tal característica traz aos educadores, responsáveis pela formação de cidadãos, duas equações de difícil resolução: como adaptar o ensino tradicional ao cotidiano dessa geração e como manter o interesse desses estudantes frente ao bombardeio de informação que todos nós sofremos diariamente?

A resposta está justamente em como se deve agregar ao ensino tradicional a interatividade da Geração C. Vejo como necessário adaptar os métodos atuais, transformando o educador em um guia no mundo da conectividade e interatividade. É preciso estimular corretamente essa tal “troca de experiências”, facilitando assim o julgamento individual e o livre arbítrio para decidir qual informação absorver e qual descartar.

Ao contrário do que leio e escuto, discordo daqueles que dizem que a geração atual é burra e preguiçosa. Nunca a informação esteve tão à mão, nunca foi tão fácil expressar opiniões e idéias, em nenhum momento da história da humanidade se trocou tanta experiência escrita. Ler e escrever – ou contribuir, como prega a Web 2.0 – se tornou tão comum e necessário quanto qualquer outra atividade essencial do cotidiano.

Somente com o educador como guia será possível garantir ao indivíduo do século XXI a capacidade de diferenciar a importância de contribuir com qualidade, refletindo assim na formação de terceiros. A interatividade trouxe a possibilidade de que cada um de nós sejamos aprendizes e mestres ao mesmo tempo, transformando a tarefa de aprender constantemente numa missão ainda mais saborosa.

É imperativo que as instituições de ensino, governo e sociedade entendam a missão da educação interativa na nova ordem mundial e garantam que a tecnologia ultrapasse a barreira do preconceito e efetivamente entre na sala de aula.


Claudia S. Franco - Atua como consultora do segmento de TI para o mercado educacional e corporativo;
há 10 anos responsável pela distribuição das lousas interativas SMART Board para o território brasileiro, assim como, pelo desenvolvimento do mercado no que tange ao uso desta tecnologia por educadores, instituições de ensino e corporações.
PRÊMIO PNGE 2009
OPERADORA OFICIAL DE TURISMO
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