
Claudia S. Franco
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Quando
cientistas americanos criaram as primeiras redes de computadores
para troca de informações com fins militares,
não imaginavam que passados pouco mais de trinta
anos, a Internet - filha desse projeto - seria a responsável
pela maior revolução nos relacionamentos
pessoais da história da humanidade. Através
da troca de experiências e informações,
formou-se uma geração capaz de disseminar
tendências, definir modas e propagar conteúdo
de uma maneira nunca vista antes, formatando assim a atitude
do século que se inicia.
Conhecida
como a Geração C (do inglês content
- conhecimento) esse grupo de centenas de milhares de
pessoas espalhadas pelo planeta nasceu conectada à
tecnologia e a tudo que ela oferece. Tão rápido
quanto a capacidade de aprender utilizando as ferramentas
disponíveis, a tecnologia provoca revoluções
diárias no cotidiano do planeta, dada sua capacidade
de adaptação e influência dos meios
com os quais interage.
É
fato que tal característica traz aos educadores,
responsáveis pela formação de cidadãos,
duas equações de difícil resolução:
como adaptar o ensino tradicional ao cotidiano dessa geração
e como manter o interesse desses estudantes frente ao
bombardeio de informação que todos nós
sofremos diariamente?
A
resposta está justamente em como se deve agregar
ao ensino tradicional a interatividade da Geração
C. Vejo como necessário adaptar os métodos
atuais, transformando o educador em um guia no mundo da
conectividade e interatividade. É preciso estimular
corretamente essa tal “troca de experiências”,
facilitando assim o julgamento individual e o livre arbítrio
para decidir qual informação absorver e
qual descartar.
Ao contrário do que leio e escuto, discordo daqueles
que dizem que a geração atual é burra
e preguiçosa. Nunca a informação
esteve tão à mão, nunca foi tão
fácil expressar opiniões e idéias,
em nenhum momento da história da humanidade se
trocou tanta experiência escrita. Ler e escrever
– ou contribuir, como prega a Web 2.0 – se
tornou tão comum e necessário quanto qualquer
outra atividade essencial do cotidiano.
Somente
com o educador como guia será possível garantir
ao indivíduo do século XXI a capacidade
de diferenciar a importância de contribuir com qualidade,
refletindo assim na formação de terceiros.
A interatividade trouxe a possibilidade de que cada um
de nós sejamos aprendizes e mestres ao mesmo tempo,
transformando a tarefa de aprender constantemente numa
missão ainda mais saborosa.
É
imperativo que as instituições de ensino,
governo e sociedade entendam a missão da educação
interativa na nova ordem mundial e garantam que a tecnologia
ultrapasse a barreira do preconceito e efetivamente entre
na sala de aula.
Claudia
S. Franco - Atua como consultora do segmento
de TI para o mercado educacional e corporativo;
há 10 anos responsável pela distribuição
das lousas interativas SMART Board para o território
brasileiro, assim como, pelo desenvolvimento do mercado
no que tange ao uso desta tecnologia por educadores, instituições
de ensino e corporações.