CONSULTORIA

Quem quer aprender brincando?
Roberta Alvarenga

Os anúncios de universidades e instituições de ensino presentes na platafoma 3D têm crescido. Mas como, de fato, funcionará a transmissão de conhecimento no Second Life? Antes de qualquer outra coisa, é necessário lembrar que o SL não é um reflexo da Web ou ainda da first life!!

Diferente dos outros programas de aula (on e offline), o SL é uma plataforma que permite a transmissão de conhecimento por meio da experiência fenomenológica, por meio de uma plataforma única de educação à distância (ou não) professores e alunos podem vivenciar um ato, um momento histórico, uma ação, um espaço – seja ele qual for.

Ou seja, o SL como linguagem instrumental permitirá ao aluno uma forma diferente de participação. O aluno não estará limitado somente a ver imagens, ele poderá vivenciar o espaço em que a experiência transmite o conhecimento. Imaginemos o simples exemplo: O ensino da palavra maçã. O aluno visualiza a maçã, aprende seu significado, sua grafia e pronúncia. Assim como na first-life, por meio do SL este mesmo aluno pode adquirir conhecimento sobre a palavra maçã de forma mais intuitiva, lúdica e plural.

Este exemplo no Second Life poderia ser realizado da seguinte forma: o aluno acessa a plataforma, aterrisa em uma plantação de maçãs, conhece sua história através de imagens, aprende através da cenografia do espaço, como nasce a maçã, como ela chega até nossas casas, como as maçãs podem ser contadas (kg, gramas...) e como funciona a matemática da venda, aprende as especificidades geográficas do cultivo da maçã, seu significado, sua grafia e pronúncia em diversas línguas.

Em cada espaço que o aluno passar na fazenda da maçã ele pode escutar sua história e conteúdo pré-programado. Em suma, o Second Life propicia uma viagem em busca do conhecimento, na qual o aluno vivencia o conhecimento na prática e não somente na teoria, como os projetos de educação presencial e à distância permitem! Ou seja, o aprendiz conviverá dentro da realidade virtual com a imagem real da informação, podendo num só momento aliar a imagem ao texto informativo, refletir, questionar e fazer anotações.

Essas viagens online para conteúdos pedagógicos permitirão em seu retorno inúmeras atividades em salas de aula, com níveis variáveis de dificuldades. Dessa forma, o professor poderá usar um mesmo destino online para grupos de estudantes com diferentes níveis e diferentes objetivos didáticos.

Também estarão favorecidas no Second Life as aulas interdisciplinares, por exemplo, um roteiro sobre o café (história do Brasil - ciclo do café) permitira um passeio a uma fazenda de café, visita ao supermercado com a venda do café ou porto de Santos – exportação – impostos aduaneiros etc.

Desta forma, temos três opções de projetos educacionais no SL:
1- A própria escola adquire seu espaço e cria seu mundo virtual de conteúdos conforme a sua imaginação e necessidade;
2- A escola encomenda a criação de espaços virtuais SL a empresas especializadas, conforme a organização e necessidade do seu conteúdo programático;
3- A escola procura no índice SL- Web espaços virtuais já criados adaptando-os à sua necessidade.

É fato de que a linguagem do SL chegou para ajudar a prática de ensino. No entanto, o papel do professor é fundamental. Ele não deverá simplesmente transpor a sua aula costumeira para o SL, mas somar sua experiência a esta nova estratégia direcionada à aprendizagem.


Roberta Alvarenga – Sócia-diretora da Estúdio Cafeína, especializada em projetos na plataforma Second Life.
PRÊMIO PNGE 2009
OPERADORA OFICIAL DE TURISMO
PARCERIA
DESTAQUE MÍDIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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