Os
anúncios de universidades e instituições
de ensino presentes na platafoma 3D têm crescido. Mas
como, de fato, funcionará a transmissão de conhecimento
no Second Life? Antes de qualquer outra coisa, é necessário
lembrar que o SL não é um reflexo da Web ou ainda
da first life!!
Diferente
dos outros programas de aula (on e offline),
o SL é uma plataforma que permite a transmissão
de conhecimento por meio da experiência fenomenológica,
por meio de uma plataforma única de educação
à distância (ou não) professores e alunos
podem vivenciar um ato, um momento histórico, uma ação,
um espaço – seja ele qual for.
Ou
seja, o SL como linguagem instrumental permitirá ao aluno
uma forma diferente de participação. O aluno não
estará limitado somente a ver imagens, ele poderá
vivenciar o espaço em que a experiência transmite
o conhecimento. Imaginemos o simples exemplo: O ensino da palavra
maçã. O aluno visualiza a maçã,
aprende seu significado, sua grafia e pronúncia. Assim
como na first-life, por meio do SL este mesmo aluno
pode adquirir conhecimento sobre a palavra maçã
de forma mais intuitiva, lúdica e plural.
Este
exemplo no Second Life poderia ser realizado da seguinte forma:
o aluno acessa a plataforma, aterrisa em uma plantação
de maçãs, conhece sua história através
de imagens, aprende através da cenografia do espaço,
como nasce a maçã, como ela chega até nossas
casas, como as maçãs podem ser contadas (kg, gramas...)
e como funciona a matemática da venda, aprende as especificidades
geográficas do cultivo da maçã, seu significado,
sua grafia e pronúncia em diversas línguas.
Em
cada espaço que o aluno passar na fazenda da maçã
ele pode escutar sua história e conteúdo pré-programado.
Em suma, o Second Life propicia uma viagem em busca do conhecimento,
na qual o aluno vivencia o conhecimento na prática e
não somente na teoria, como os projetos de educação
presencial e à distância permitem! Ou seja, o aprendiz
conviverá dentro da realidade virtual com a imagem real
da informação, podendo num só momento aliar
a imagem ao texto informativo, refletir, questionar e fazer
anotações.
Essas
viagens online para conteúdos pedagógicos
permitirão em seu retorno inúmeras atividades
em salas de aula, com níveis variáveis de dificuldades.
Dessa forma, o professor poderá usar um mesmo destino
online para grupos de estudantes com diferentes níveis
e diferentes objetivos didáticos.
Também
estarão favorecidas no Second Life as aulas interdisciplinares,
por exemplo, um roteiro sobre o café (história
do Brasil - ciclo do café) permitira um passeio a uma
fazenda de café, visita ao supermercado com a venda do
café ou porto de Santos – exportação
– impostos aduaneiros etc.
Desta
forma, temos três opções de projetos educacionais
no SL:
1- A própria escola adquire seu espaço e cria
seu mundo virtual de conteúdos conforme a sua imaginação
e necessidade;
2- A escola encomenda a criação de espaços
virtuais SL a empresas especializadas, conforme a organização
e necessidade do seu conteúdo programático;
3- A escola procura no índice SL- Web espaços
virtuais já criados adaptando-os à sua necessidade.
É
fato de que a linguagem do SL chegou para ajudar a prática
de ensino. No entanto, o papel do professor é fundamental.
Ele não deverá simplesmente transpor a sua aula
costumeira para o SL, mas somar sua experiência a esta
nova estratégia direcionada à aprendizagem.
Roberta
Alvarenga – Sócia-diretora da Estúdio
Cafeína, especializada em projetos na plataforma Second
Life.