CONSULTORIA

Gestão Escolar, Muito Mais do que Simples Gerenciamento
Dra. Lou de Olivier

Muito se tem falado e escrito sobre gestão escolar, que nada mais é do que gerir, gerenciar uma escola. Mas o ato de gerenciar é tão complexo quanto dinâmico e deve ser bem estruturado para que possa, de fato, render bons resultados.

No plano de gestão, o estabelecimento de ensino projeta toda a sua estrutura, desde identificação da unidade e da clientela até a definição de metas, planos de cursos, entre outros. Dentro deste projeto, inclui-se também a proposta pedagógica, justificando as diretrizes, prioridades, métodos usados, etc. Nesta proposta, coloca-se desde projetos a serem desenvolvidos, materiais e procedimentos usados até organização de tempo/espaço e relações interpessoais. E, dentro disso, por sua vez, coloca-se o chamado plano de curso que coloca desde os tipos e objetivos de cursos oferecidos até os planos de estágio, se necessário, passando pela carga horária mínima e síntese de conteúdo.

Até aí quase não há novidade, porém, o que noto é que pouco ou nada se questiona sobre as qualificações, atuações e limitações dos profissionais envolvidos no ensino em si, também não se orienta bem quanto aos equipamentos e necessidades físico-espaciais de uma escola. Afinal, gerenciar algo, seja o que for, significa também comandar e delegar funções e estabelecer ocupação racional e proveitosa de espaços com objetivos reais e produtivos. E, finalmente, parece não haver uma diferenciação entre as funções de diretor e de gestor. Isso, em escolas de pequeno porte pode até ser aceitável, já que o diretor acaba acumulando funções de gestor e coordenador pedagógico, mas no caso de escolas de médio e grande porte, esses cargos precisam ser melhor definidos e exercidos.

Sendo assim, creio que o ideal é que o gestor (gerente) escolar fique atento aos seguintes fatores, além dos já exaustivamente esclarecidos em artigos e mais artigos sobre o tema: em primeiro lugar, as funções inerentes ao seu cargo. Se estiver acumulando as funções de coordenador pedagógico, gestor e diretor, obviamente terá que exercer cada função de forma a complementar a outra e sempre da maneira mais competente possível. Havendo definição de cargos, ou seja, um profissional para cada cargo, caberá ao gestor as responsabilidades de:

- Seleção/orientação de pessoal, desde funcionários de limpeza / portaria / recepcionista até professores e assessores, no sentido de delegar funções e estipular quem faz o quê e como o faz. Exemplo, toda escola precisa oferecer professores com formação específica para as matérias/áreas que se dispõem a ensinar, também há a necessidade de um coordenador pedagógico que não é o gestor, este gerencia a escola como um todo, enquanto o coordenador pedagógico, como o nome já diz, atém-se aos projetos pedagógicos (criação, coordenação e execução destes).

Também é essencial que a escola disponha de um psicopedagogo, que irá orientar todo o processo de aprendizagem e, se possível, também um psicólogo, que poderá trabalhar em conjunto com o psicopedagogo ou em separado como um recurso a mais.

Não havendo condições de manter profissionais de psicopedagogia e/ou psicologia com exclusividade, a escola poderá optar pela assessoria de clínicas específicas para este fim. Esta é uma opção mais acessível, visto que os profissionais só atenderão os alunos em alguns dias por semana ou mês e não de forma contínua. Mas, seja de que forma for, para o bom andamento das atividades escolares, é necessário oferecer estes serviços:

- Intermediação entre pais/alunos/funcionários e diretor sendo, neste caso, um porta-voz e um negociador dos problemas, críticas e sugestões que surgirem entre as partes. Deve-se levar em conta que, havendo um coordenador pedagógico, este deverá ser o intermediador em casos que envolvam os aspectos pedagógicos e ao gestor caberá a intermediação nos demais casos.

- Outro ponto que ninguém costuma citar e que é extremamente importante, é a organização e aproveitamento do espaço físico, ou seja, desde os projetos de uso adequado de salas de aulas/auditório até o parque, quadras, piscinas e o mais importante de tudo, a brinquedoteca. É inadmissível, na atualidade, uma escola que não ofereça uma brinquedoteca e um recreacionista para orientar as brincadeiras, visto que a brinquedoteca, quando bem aplicada, pode não só alfabetizar e ensinar matérias, como também, e até, tratar alguns distúrbios de aprendizagem, desenvolver coordenação motora, integração de grupo e outros tantos benefícios.

Quanto ao bom aproveitamento de espaço para salas de aula, auditório, parque, etc, por ser assunto extenso e rico, poderei enumerar e discorrer numa próxima oportunidade.

Dra. Lou de Olivier
Psicopedagoga e Multiterapeuta

PRÊMIO PNGE 2009
OPERADORA OFICIAL DE TURISMO
PARCERIA
DESTAQUE MÍDIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  - Educação
  - Eventos
  - Saúde  
 
 EVENTOS
  - TecEduc@tion
  - GEduc
  - GPublic
  - PNGE
  - Seminários
  - Cursos
  - Fóruns
  - Palestras
  - In Company
  - Realizados
 
 INFORMATIVOS
  - Humus News
  - Cadastro News
  - Humus na Mídia
 
 SERVIÇOS
  - Imprensa
  - Canal Educação
  - Trabalhe Conosco
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HUMUS CONSULTORIA - Al. dos Pamaris, 308 - Moema - São Paulo - Fone: (11) 5535-1397 Fax: (11) 5531-5988