CONSULTORIA

Gestão Escolar: Visão Pedagógica + Visão Estratégica
Laila Aninger

Não se constitui mais uma novidade o aumento da concorrência no setor educacional ao longo dos últimos anos. O significativo acréscimo no número de escolas superou o crescimento da demanda. Em decorrência disto, modificações passam a ser uma necessidade na administração das escolas. Um novo ambiente externo afetou diretamente a dinâmica das instituições educacionais, porém algumas permaneceram em sua “zona de conforto” e não perceberam ou não souberam como enfrentar essa nova situação. Consolidaram - ou já estava consolidada - a competência na visão pedagógica e não se preocuparam - ou não souberam lidar - com a visão estratégica.
Tente responder as questões:
1. Como o gestor escolar tem se posicionado frente ao atual cenário de constantes mudanças e de inovação?
2. O gestor escolar está preparado para liderar as transformações decorrentes do novo contexto? Sabe reconhecer “talentos” na sua equipe de colaboradores?
3. Quais as principais mudanças impostas pela competitividade do mercado? Já definiu o seu diferencial competitivo?
4. A escola é ou não uma empresa que deva ser administrada a partir de uma visão estratégica, orientada para resultados, como uma unidade de negócio?
5. Quais as novas ferramentas administrativas e quais são os diferenciais competitivos capazes de garantir a vida das Instituições de Ensino?

Visão pedagógica é importante. Visão estratégica é importante. Devem funcionar interligadas, de modo integrado, sistêmico. As duas se complementam dando sustentação à instituição, o que vai assegurar-lhe condições de se manter em um mercado altamente competitivo como tem sido o da educação.

Para isso é necessário criar o seu diferencial competitivo, sua vantagem competitiva, a sua inovação. É necessário compreender que, hoje, apenas trabalhar o ambiente interno não basta.

É preciso ir além dos muros da escola, conhecer e entender as necessidades da sociedade. A excelência do serviço oferecido vai depender de programas concretos, ações focadas e também do empenho cotidiano no reconhecimento e valorização das novas exigências da sociedade colocando no capital humano sua principal sustentação.

É preciso derrubar o mito de que a escola não pode pensar estrategicamente. Ela pode e deve. O importante é como fazer isso e sem esquecer que a sua missão é “formar gente”. Para isto, é preciso criar mecanismos adequados para formar cidadãos conscientes, capazes de interferir positivamente na realidade. A visão estratégica não pretende descaracterizar os aspectos de uma escola eco-cidadã com valores éticos, e nem torná-la essencialmente pragmática, mas sim, somá-la à visão pedagógica e juntas criar uma vitalidade e dinâmica organizacional que serão transformados em sólido diferencial competitivo.

Uma das principais mudanças no cenário educacional dos últimos anos é exatamente essa: a escola saber que junto da visão pedagógica precisa trabalhar e desenvolver a visão empresarial.

Com a globalização, informatização e abertura de mercado, surgiu também um cliente com perfil diferenciado. Pais e alunos são bombardeados de informações a cada dia e podem comparar os serviços prestados e o preço das mensalidades com os da concorrência. Por isso, é geral e crescente a preocupação com a fidelização e captação de alunos.

Tudo isso tem levado dirigentes escolares à uma reflexão de velhas práticas que não mais são eficazes. Essa reflexão tem estimulado muitas instituições na busca de novos caminhos dentro, e também fora da escola.

A escola que ignorar as mudanças, os avanços tecnológicos ou não perceber o que ocorre ao seu redor não poderá atender às expectativas e necessidades atuais dos seus alunos – alunos cada vez mais exigentes.

A mudança na forma de pensar a escola tem que considerar a mudança sofrida pela sociedade e estar atenta ao homem que queremos, e devemos formar. O papel da escola não se restringe mais ao Conhecer e Fazer. É necessário cumprir a missão de ensinar a Ser e a Conviver. E a base para isso tem que ser a Ética e a Cidadania.

Novas habilidades e competências são exigidas pelo mercado aos profissionais a cada dia. Esse perfil diferenciado não se baseia apenas na aquisição de novos conhecimentos, mas o “algo mais” exigido pelo mercado, baseia-se na capacidade do profissional de resolver problemas, criar e inovar o seu diferencial.

As instituições precisam deter as competências que são essenciais ao seu negócio e outras que são adjutórias. Segundo Hamel e Prahalad, “competência essencial é o conjunto de habilidades que habilitam uma companhia a proporcionar um benefício particular para os clientes”. E como trabalhar com essas competências essenciais? Se uma competência tem valor percebido pelo cliente, ela faz a diferença. E é difícil de ser imitada, pois envolve dinamicidade e conhecimento tácito e explicito.

A escola precisa (1) definir sua administração estratégica: arquitetura, planejamento, criação da estratégia e competências essenciais e (2) traçar o perfil da instituição: missão, visão, negócio, princípios, valores e objetivos.

Em muitos casos será necessário reformular o conceito da instituição educacional e repensar as razões e finalidades de sua existência. Precisamos refletir: a forma como vejo a escola está atendendo as necessidades atuais? Faço uso de ferramentas e estratégias adequadas? Como estou trabalhando as situações intangíveis?

A escola está diante de um cenário de crescentes e rápidas mudanças, formado por muitas ameaças e ao mesmo tempo por grandes oportunidades que precisam ser aproveitadas. Sabemos que liderar essa escola não é tarefa fácil e que inovar é também correr risco. Porém, não podemos rejeitar o novo por ser desconhecido e imprevisível. Precisamos entender e adequar-nos a esse contexto, assimilar as tecnologias, revitalizar a tarefa de educar, construir estrategicamente o futuro e crescer. Tudo isso a partir dessa nova realidade.

Bibliografia
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Editora Paz e Terra. São Paulo, 2001.
HAMEL, Gary; PRAHALAD, C. K. Competindo pelo Futuro. Rio de Janeiro, Editora Campus. 1995

Laila Aninger - Pedagoga Empresarial e MBA em Gestão Empresarial, Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior e Planejamento e Gestão, Consultora do Projeto Linha Direta.

PRÊMIO PNGE 2009
OPERADORA OFICIAL DE TURISMO
PARCERIA
DESTAQUE MÍDIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  - Educação
  - Eventos
  - Saúde  
 
 EVENTOS
  - TecEduc@tion
  - GEduc
  - GPublic
  - PNGE
  - Seminários
  - Cursos
  - Fóruns
  - Palestras
  - In Company
  - Realizados
 
 INFORMATIVOS
  - Humus News
  - Cadastro News
  - Humus na Mídia
 
 SERVIÇOS
  - Imprensa
  - Canal Educação
  - Trabalhe Conosco
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HUMUS CONSULTORIA - Al. dos Pamaris, 308 - Moema - São Paulo - Fone: (11) 5535-1397 Fax: (11) 5531-5988