CONSULTORIA

Sem gestores não há escola que se sustente!
Gustavo G. Boog

Apesar das crises financeiras internacionais, as notícias enfatizam o crescimento econômico de nosso país. Vemos nosso país crescer, talvez não na intensidade desejada ou necessária, mas sem dúvida crescendo. Neste contexto as instituições educacionais também crescem, e muito, num mercado crescentemente competitivo. Mas, e a sustentabilidade deste crescimento?

Para crescer e desenvolver uma escola, uma instituição educacional ou um sistema integrado de educação é preciso investir. E não é só em novas unidades, equipamentos, aumento de quadro de pessoal e novas tecnologias: tudo isto não terá resultados se não tivermos um corpo de gestores, de verdadeiros líderes que façam o “meio de campo” entre os acionistas e os níveis de execução. São estes gestores que coordenam os professores, lideram as áreas de apoio, de atendimento, de matrículas, da gráfica. Sem processos, sem delegação, sem treinamento, sem competências de gestão, os planos não se realizam, não saem do nível das intenções. Uma escola pode perder alunos por um atendimento mal feito na secretaria ou por alguém da segurança.

Ainda hoje as organizações promovem pessoas a cargos de gestão baseados em seus conhecimentos técnicos. Isto sem contar pessoas que são indicadas por relações familiares, políticas ou de amizade. E isto vale especialmente em escolas onde os fundadores gostariam que seus filhos, genros, noras ou amigos ocupassem posição de gestão, mas muitas vezes sem ter o preparo e competência para tanto. Isto vale para também para indicações baseadas em boas relações ou por motivos políticos.

Mas, afinal, o que significa ser um “gestor competente”?


É aquele que atinge resultados com pessoas e com inovação.

Cabe destacar que estas três dimensões são unidas pela palavra “com”, que dá um sentido de integração, de parceira, de complementação. Compare como fica a frase quando usamos:
• É aquele que atinge resultados por meio das pessoas...
• É aquele que atinge resultados às custas das pessoas ...

Atingir resultados significa ter o senso de finalização, de assegurar o atingimento de metas, de “não deixar a peteca cair”, de não ficar se desculpando por fatores que saíram do controle.

Alguns indicadores de “resultados”:
• progresso no atingimento das metas
• retorno do investimento
• crescimento do faturamento
• qualidade dos serviços prestados
• orientação ao aluno
• acervo de equipamentos e instalações
• eficiência dos processos e dos produtos
• imagem da organização frente aos pais e alunos

Alguns indicadores de “pessoas”, que representam a dimensão humana no trabalho:
• competência e atualização das pessoas
• clima de motivação, “garra” e entusiasmo
• estilos de liderança abertos e participativos
• políticas e procedimentos de Gestão de Pessoas (RH)
• fluxo de comunicações
• espírito de equipe
• cooperação entre áreas e pessoas (inexistência de feudos)
• fixação e estabilidade do pessoal (baixo turn-over)
• relações com sindicatos
• relações com comunidade / meio ambiente

Nas instituições de ensino constatamos que muitas vezes a área de Gestão de Pessoas (RH) fica restrita às atividades de folha de pagamento e atendimento às obrigações trabalhistas legais. Os indicadores de "pessoas" são universais, e a prática tem mostrado que o foco e atenção às necessidades das pessoas elevam a dimensão “resultados”. A Pesquisa de Clima Organizacional é um excelente meio de mensuração destes indicadores, e temos constatado estatisticamente que há uma forte correlação entre a atuação dos gestores e o clima da organização.

Alguns indicadores de “inovação”, que representam o foco em atualização e flexibilidade:
• atualização tecnológica
• novos produtos e serviços oferecidos
• inovação nas formas de gerenciamento
• agilidade de resposta: ser pro-ativa ao invés de reativa
• investimentos em pesquisa e desenvolvimento
• flexibilidade e abertura a idéias novas
• transformação de idéias novas em realidades

Estes indicadores também são universais e precisam ser ajustados às características de cada escola.

A dimensão resultados é a mais visível, é a ponta do iceberg. As dimensões pessoas e inovação são menos visíveis, mas nem por isto menos importantes. Pelo contrário, são as bases sobre as quais os resultados se assentam.

Cada dimensão está associada a um objetivo organizacional. Assim:
• Resultado se associa a sobrevivência da escola
• Pessoa se associa a saúde da escola
• Inovação se associa à longevidade da escola

Para sair da visão estreita de promover pessoas a posições de gestão sem que tenham as competências necessárias, é fundamental investir em processos de desenvolvimento dos líderes, que sejam estruturados para a realidade específica de cada escola, que tenham continuidade, que tenham atividades e projetos a serem realizados no local de trabalho, que sejam acompanhados pelos níveis de Direção e que levem a recompensas àqueles que se ajustam mais rapidamente ao perfil desejado.

Só assim teremos crescimento com sustentabilidade.


Gustavo G. Boog - Fundador e Diretor do Sistema Boog de Consultoria. Conduz palestras, workshops e projetos de desenvolvimento das pessoas, equipes e organizações.
PRÊMIO PNGE 2009
OPERADORA OFICIAL DE TURISMO
PARCERIA
DESTAQUE MÍDIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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