“...
E, já que tantos se esforçam por corromper a juventude,
procuremos nós salvá-la o mais que pudermos”.
Santa Paula Frassinetti – Fundadora da Congregação
de
Santa Dorotéia do Brasil
Sabemos que é complexo e amplo entendermos e interpretarmos
a realidade de hoje. Mas tais práticas são extremamente
importantes para que possamos ajudar, de alguma forma, a conduzir,
com mais segurança, todas as atividades, promovidas por
nossas Escolas, que envolvem as nossas crianças e nossos
jovens.
Para
isso, é necessário um caminhar conjunto entre
pais, professores, funcionários e diretoria, empreendendo
sempre momentos que nos possibilitem celebrar a vida e construir
o novo. Mudar paradigmas e abrir um novo sentido para a vida.
“A sociedade precisa de jovens que tenham um compromisso
maior com o coletivo e com as transformações sociais.
E é aí que reside um dos grandes sentidos da vida:
ser uma criatura humana que cresce em todas as dimensões
e que contribui para uma sociedade melhor”. “Ser
– com – os - outros”, conviver consciente
do seu lugar e consciente de que não se é sozinho
“.
Precisamos
conduzir nossas crianças e jovens para serem diferentes,
sem a superficialidade com que, hoje, se tratam as questões
da ética, do respeito ao outro, sem que prevaleça
a lógica do mercado, visando unicamente ao lucro e à
preocupação de se levar vantagem em tudo.
Penso
que, principalmente, a família possui instrumentos dentro
do processo de educação da criança e do
jovem, para absorver e administrar essas questões, sem
transferir a responsabilidade para os outros.
É
através de exemplos, da maneira de conduzir a vida, de
ações, discurso e da prática do diálogo
que nós, pais, podemos ensinar e mostrar aos nossos filhos
o melhor caminho e educá-los, verdadeiramente, para serem
cidadãos.
Precisamos
ajudar nossos filhos a cultivarem qualidades humanas e a manterem
relações interpessoais estáveis, a reforçar
a autoconfiança, a capacidade de expressar sua opinião
sem agredir e se impor e de respeitar o outro. Entendemos que
as diferenças de pensamento e opinião não
podem significar distanciamento e conflito.
Será
preciso aprender a ser. É preciso aprender a resolver
problemas de forma pacífica, repensar a competição
predatória, desestimular os preconceitos e a hostilidade.
Aprender a dialogar. “O diálogo só se faz
entre pessoas emocionalmente preparadas, que sabem quem são,
que confiam em si e que respeitam o outro.”
Portanto,
equilibrar afeto e limite, autodisciplina e exigência,
enquanto fundamentos da responsabilidade, estruturar uma auto-estima
saudável é tarefa de nós, pais.
Vamos
nos esforçar, para salvarmos nossos jovens! Sejamos exemplos!
Zuleica
Reis Ávila - Diretora Administrativa do Colégio
Santa Dorotéia – BH, Vice-Presidente do Sindicato
da Escolas Particulares de Minas Gerais - SINEP/MG, Diretora da
FENEN - Federação dos Estabelecimentos de Ensino,
Economista e Administradora.