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Educação e Informação

5 passos para guiar a inovação em sua instituição de ensino

Para Anna Penido, Diretora Executiva no Centro Lemann, a inovação é uma contraposição à obsolescência


Tendo em vista as transformações no mundo e no perfil dos estudantes, a inovação cumpre um papel indispensável: manter a educação relevante independentemente do contexto. Para dialogar com as necessidades do século XXI, é essencial possuir uma inquietação constante, sempre buscando entender o que pode ser melhorado na instituição de ensino.


“Seja para se atualizar de acordo com a contemporaneidade, para aprimorar o que já se faz ou para solucionar antigos e novos problemas, sem inovação é impossível conseguir dar conta desses três fatores”, afirma Anna Penido, Diretora Executiva no Centro Lemann.


Que fatores devem ser levados em consideração para inovar?

Segundo Anna Penido, existem alguns fatores que, essencialmente, devem guiar a inovação de uma instituição de ensino:


- Análise de dados

O primeiro passo é entender o que precisa ser feito. Para isso, é preciso inovar com base em dados e evidências. Os pontos que precisam ser investigados são: os desafios da instituição; as necessidades e expectativas do público-alvo; e as tendências do setor educacional.


- Intencionalidade na inovação

Outra questão indispensável é ter clareza do que será inovado e por qual motivo. O erro de muitas instituições, segundo Anna, é buscar inovar apenas por “modismo”, sem definir intenção e relevância para aquela transformação.


- Aproveitar o know-how do ambiente

Quando o assunto é inovação, muitos cometem o erro de buscar inspirações somente em cenários externos, quando, na verdade, o know-how – isto é, o saber prático – daquela comunidade escolar já é uma fonte valiosa. Logo, a especialista destaca que inovar não significa começar do zero, pois é fundamental observar os procedimentos que já existem.


- Co-construção

Hoje, um fator extremamente positivo é que já se entende a inovação como um processo de co-construção. Desse modo, não existe um único “herói” ou “mestre”, e vários agentes da comunidade escolar atuam juntos para o mesmo objetivo. Para ter uma visão ampla e completa do que se pode inovar, é importante incluir a escuta ativa de professores, alunos, famílias, gestores escolares, empreendedores e especialistas educacionais.


- Repertório

Outra questão indispensável é agir de acordo com um repertório extenso e buscar sempre atualizar esse conhecimento por meio de leituras, estudos, atividades, conversas e experimentações.


Como garantir a implementação prática da inovação?


“A implementação precisa ser tão cuidadosa quanto o processo de criação da inovação. Por isso, é muito importante a colaboração. Primeiro, porque ela dá um sentido de pertencimento e autoria. Então, eu não estarei simplesmente implementando algo que alguém mandou, mas algo em que participei da construção – esse sentimento de autoria é essencial”, afirma Anna.


Além disso, a profissional indica que devem haver os “embaixadores” dessa inovação em todos os segmentos do ecossistema que terão mudanças. Isso permite trazer legitimidade ao objetivo, explicando, por meio de um sujeito com credibilidade, o processo em uma linguagem para que cada grupo compreenda.


Depois, é preciso estabelecer uma etapa de formação, já que as pessoas devem aprender sobre uma inovação antes de executá-la. Esse é um processo contínuo, que deve contar com uma estrutura forte de acompanhamento, monitoramento e avaliação, para anotar o que está dando certo e o que pode melhorar.


Cabe à instituição de ensino garantir que a sua equipe seja coesa, motivada e bem formada. Para isso, Anna afirma que “é preciso um olhar específico para as necessidades de desenvolvimento de cada profissional”. Nesse contexto, diversas estratégias podem fomentar a formação, como um curso; a criação de comunidades de aprendizagem dentro das escolas, com trocas relevantes entre os educadores; workshops; e a chamada “formação em serviço”, baseada em feedbacks construtivos e frequentes por um mentor.


A inovação e o GEduc

“Será excelente se as pessoas saírem inspiradas, com vontade de transformar aquilo que já não está funcionando tão bem nas suas escolas, e com essa questão da intenção muito clara do porquê inovar e de como fazer isso.”


Anna Penido, Diretora Executiva no Centro Lemann, será a Presidente de Sessão no XII Fórum de Inovação Acadêmica, durante o GEduc 2023




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