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Educação e Informação

Como promover mudanças na sala de aula e combater a solidão docente?

Sueli Trajano, psicopedagoga e Diretora de Inovações Educacionais da Bedu.Tech, reflete sobre a necessidade de construir uma “nova sala de aula” e de acolher os professores


Na educação, a sala de aula tradicional marcada por um excesso de aulas expositivas se tornou um modelo obsoleto que não atende às necessidades atuais de alunos e professores. Por mais que já exista uma conscientização sobre a urgência de inovar e inserir mais tecnologia nas escolas, falta intencionalidade para que, de fato, essas mudanças aconteçam e sejam relevantes.


Nesse contexto, vale lembrar que todos os recursos educacionais devem ser implantados com o objetivo de desenvolver o indivíduo para a vida contemporânea. Portanto, deve acontecer um processo constante e ininterrupto de uso e aprendizagem das tecnologias, considerando que, a qualquer momento, pode aparecer uma novidade.


“Quando falamos do futuro, a educação precisa se colocar em um processo de desconstrução e reconstrução constante. Ao mesmo tempo, para que ela seja contemporânea, não pode esquecer de abraçar e acolher a bagagem que já existe no ambiente, com toda a experiência do docente”, afirma Sueli Trajano, Diretora de Inovações Educacionais da Bedu. Tech.


O que é a “solidão docente”?

A dinâmica em sala de aula é essencial para os desempenhos das turmas e da instituição de ensino como um todo. Mesmo assim, muitos docentes se veem limitados em seu cotidiano: precisam usar ferramentas predeterminadas, trabalhar dentro de uma grade inflexível, alcançar certos resultados e, junto a isso, não têm tempo para pensar em alternativas pedagógicas.


Para diminuir essa sensação de solidão do docente, a gestão deve focar no acolhimento. Muitas vezes, são promovidas inovações tecnológicas, mas não há um plano para praticar as mudanças com a equipe ou um olhar específico para a adaptação. “É preciso entender que essa questão de formar profissionais e trabalhar em cima de dados é algo contínuo, que precisará de revisitação e auxílio. A tecnologia, por si só, não levará à inovação”, diz Sueli.


Como os gestores podem promover uma formação continuada aos professores?

“Quando o professor entende que faz sentido o uso de determinada ferramenta ou tecnologia, ele se engaja naturalmente”, aponta a especialista. Logo, os gestores devem desenvolver projetos factíveis e coerentes com as necessidades institucionais ao mesmo tempo que auxiliam e incluem os profissionais como agentes agregadores na mudança.


Como inspirar inovações educacionais?

Para incentivar mudanças relevantes no ambiente de ensino, Sueli Trajano indica alguns pontos essenciais a serem seguidos:


1) Conhecer o cenário e definir o objetivo: o primeiro passo é, justamente, compreender a realidade da instituição, analisando os seus dados e o dia a dia dos alunos e profissionais por meio da escuta ativa.


2) Instalar a inovação de forma processual: mudanças efetivas acontecem de maneira gradual e consistente, envolvendo todos da comunidade escolar.


3) Desafiar o professor a experimentar: para acreditar e ver sentido na mudança promovida, o profissional deve testar a novidade no cotidiano, observando, por conta própria, quais serão os efeitos positivos para a sua rotina.


Desse modo, existe uma importante caminhada de autodesenvolvimento dos profissionais. “Muitas vezes, esquecemos de falar do educador protagonista. Como ensinar para alguém algo que eu não pratico?”, diz Sueli. “A instituição tem um papel muito importante para o desenvolvimento do time, mas o professor, enquanto pessoa que cuida do aprendizado de outras, precisa ser um eterno pesquisador de novas soluções.”


Uma educação disposta e preparada para se moldar

Dentre as qualidades que uma instituição de ensino pode ter, Sueli destaca uma das mais importantes para o futuro: a abertura às possibilidades de transformação. De forma colaborativa e com diversidade no campo docente, a organização precisa estar disposta a rever os seus projetos, para engajar e preparar os alunos para o mundo.


Sueli Trajano é uma das palestrantes do Painel “A solidão docente – como oferecer uma educação continuada, ativa e inspiradora” no GEduc 2023.


O GEduc é o maior Congresso de Gestão Educacional do país. Realizado pela HUMUS, empresa que desenvolve capacitações para gestores de universidades e escolas, o evento reunirá mais de 60 palestrantes e conteúdos inovadores para discutir o tema “Os novos caminhos da educação – resultados PARA a instituição e PELO Brasil”. Serão três dias – de 29 a 31/03 – de imersão às novidades e tendências da área educacional. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link.




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