Educação e Informação

O que esperar dos líderes educacionais nos tempos atuais?, por Sonia Colombo

Ninguém previu esta crise e, em alguns momentos, o chão parece não estar mais firme abaixo dos pés dos condutores das instituições educacionais.

Como continuar caminhando e conduzindo o time para projetos futuros, com otimismo e energia? Como acolher todos na retomada às aulas presenciais?

As referências têm mudado a cada dia e sabemos que os líderes precisam reinventar alguns processos, reorganizar o que estava sedimentado, acalmar os profissionais da escola, estimulá-los e, ainda, criar novas alternativas para que os processos continuem de forma exitosa.

Sabemos que não é fácil…, mas é exatamente neste momento que um líder necessita acolher emocionalmente sua equipe e seus alunos, focar nas questões relevantes e buscar novos caminhos.

A entrada na quarentena foi o distanciamento e agora vamos iniciar um novo modelo de convivência. A escola faz parte de um ambiente onde sempre ocorreram as expressões de afeto por meio de abraços, sorrisos e beijos. Em tempos de pandemia, essas expressões de afeto poderão continuar acontecendo, mas de modo diferente.

Se a acolhida é essencial, como podemos demonstrá-la neste novo normal?

  • Criar canais e espaços de escuta e expressão, pois estes trazem oportunidades de elaboração. Ao possibilitarmos momentos para conversas abertas sobre este novo cenário que estamos vivendo, podemos refletir, em conjunto, os aspectos positivos e negativos, os ganhos e as perdas.

  • Sorrir com os olhos.

  • Mostrar compreensão pelos sentimentos. Ao reconhecermos as emoções e os sentimentos, temos a oportunidade de exercitarmos o conhecimento sobre os pensamentos e comportamentos que temos em relação ao outro.

  • Demonstrar o vínculo de confiança.

  • Respeitar o tempo de cada um ‒ é relevante nos atentarmos à individualidade das emoções dos colaboradores e dos alunos.

O que devemos evitar, pois não ajuda.

  • Julgar.

  • Racionalizar, pois argumentos não dialogam com a dor.

Um ponto de atenção e que não pode ser negligenciado é que no processo de acolher o outro o líder também precisa se cuidar, olhar para dentro de si e exercitar o seu autoconhecimento. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional deve ser um exercício diário.

Ao referenciarmos o autoconhecimento, estaremos aumentando a capacidade de reconhecer, com precisão, as próprias emoções e os pensamentos. Ao sabermos quais são os valores que nos guiam, saberemos identificar como estes influenciam os nossos comportamentos. O autoconhecimento impacta tanto em nosso bem-estar, como na qualidade dos relacionamentos nos quais estamos envolvidos.

Esta crise não vai durar para sempre! Ela vai acabar e nós vamos superá-la! Muitas mudanças ainda nos esperam! Que possamos ter mais consciência social, ser mais humildes, passar energia positiva para nossos pares/colaboradores/clientes/fornecedores e acreditar que efetivamente conseguiremos superar a crise.


Sonia Simões Colombo

Diretora e fundadora da HUMUS. Presidente do Instituto Ela – Educadoras do Brasil. É Consultora nas áreas de Planejamento Estratégico e Gestão de Pessoas. Escritora e organizadora de diversos livros na área de gestão educacional, destacando-se: “Gestão Universitária ‒ os caminhos para a excelência”, “Desafios da Gestão Universitária Contemporânea”, “Nos Bastidores da Educação Brasileira – a gestão vista por dentro”, “Gestão Educacional: Uma Nova Visão”; “Marketing Educacional em Ação” e “Escolas de Sucesso”. Psicóloga, com especialização em Administração de Empresas, e Lead Assessor pela Quality Management International.

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