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Educação e Informação

Profissionais da educação abraçam IA – e não poderia ser diferente

Em diversos momentos da história, a tecnologia deu – e ainda dá – à sociedade algumas discussões que parecem ser eternas. Um dos exemplos mais clássicos é a previsão de que a televisão acabaria com o rádio, e isso se tornou um receio tanto para profissionais, que temiam perder espaço, quanto para os ouvintes assíduos e apaixonados pela magia das ondas AM e FM.


Isso não se provou, mas a discussão se tornou forte novamente com a popularização da internet e das novas formas digitais de se trabalhar a informação e o entretenimento: muitos passaram a jurar que, desta vez, não só o rádio mas também a televisão, em suas formas tradicionais, sumiriam para sempre. Ao que tudo indica, isso está longe de acontecer. É curioso pensarmos que até mesmo os discos de vinil ainda movimentam um mercado que reúne uma quantidade considerável de adeptos.


Trago esses exemplos para fazer um paralelo com uma questão latente nos dias de hoje, acerca da Inteligência Artificial (IA) e sua suposta capacidade de substituir permanentemente os seres humanos em seus postos de trabalho. Mais do que isso, trazendo para o setor da Educação, que vivo de perto, há um segundo temor de que a aplicação da IA em métodos de ensino possa afetar negativamente o aprendizado dos alunos.


Sinto muito por reforçar um clichê, mas a exemplo da relação da sociedade com o rádio, a TV e a internet, no caso da utilização da IA o mais coerente é entendermos que há espaço para tudo e todos, desde que feito com responsabilidade.


É inegável, porém, que o advento dessas novas tecnologias tem muito mais a agregar à Educação do que o contrário.


Pegando a, talvez, ferramenta mais popular no momento, o ChatGPT, vemos um enorme potencial de produção de slides, planejamento de aulas, avaliações de alunos e, até mesmo, elaboração de conteúdos úteis. Evidentemente, o aspecto humano continua essencial na hora de fazer uma “curadoria” do que é pode ser utilizado em aula – e como isso será feito.


Recentemente, a pesquisa inédita “Perfil e Desafios dos Professores da Educação Básica no Brasil”, realizada pelo Instituto Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior, mostrou que três em cada quatro professores concordam com o uso da tecnologia e inteligência artificial como ferramenta de ensino. Os docentes, segundo o estudo, também dizem que a tecnologia impactou a educação tanto positivamente, com acesso mais rápido à informação, quanto negativamente, fazendo com que os estudantes fiquem mais dispersos.


Ou seja, percebemos aqui que o bom senso, ao apontar erros e acertos, jamais deixará de existir entre os docentes que não se limitam à superficialidade.


O receio de perder espaço ou prejudicar os alunos, portanto, não assusta os educadores que não se apegaram às páginas de teorias já escritas e traduzidas ou aos vícios da aplicação simples do conhecimento.

 

César Silva é diretor-presidente da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT) e docente

da Faculdade de Tecnologia de São Paulo – FATEC-SP há mais de 30 anos. Foi vice-

diretor superintendente do Centro Paula Souza. É formado em Administração de

Empresas, com especialização em Gestão de Projetos, Processos Organizacionais e

Sistemas de Informação.

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