Educação e Informação

Tecnologia está mudando o ensino e a aprendizagem na sala de aula e fora dela

Os recursos tecnológicos, a neurociência e a ciência da aprendizagem podem ser combinados para potencializar o processo de aquisição de saberes


A maioria dos executivos do setor de educação ainda lidera e opera com uma abordagem linear que limita a sua visão e a capacidade de se antecipar e de se adaptar a cenários futuros alternativos. “Como consequência, em muitas escolas ainda vigoram as salas de aula da era industrial -- um sistema criado como um treinamento para futuros trabalhadores de fábrica aprenderem tarefas, obediência, hierarquia e horários”, diz Fernando Valenzuela, fundador da Global Edtech Impact Alliance, dedicada ao estudo do empreendedorismo na educação e tendências globais na transformação educacional.


Segundo ele, atualmente, em função do desenvolvimento tecnológico, a última coisa que um professor precisa dar aos alunos é mais informações, pois eles já as têm em excesso. “Em vez disso, as pessoas devem ser capazes de dar sentido aos conhecimentos, de saber a diferença entre o que é importante e o que não é e, acima de tudo, de combinar muitos bits de informação em uma imagem ampla do mundo”.


Nesse contexto, de acordo com ele, não podemos continuar preparando as crianças para um mundo que não existe mais. “Estar na escola não garante o desenvolvimento das capacidades necessárias para uma vida plena, participativa e produtiva.”


Para o especialista, o aprendizado em si é uma habilidade, e quando uma pessoa exercita essa habilidade em vários domínios, ela se especializa de uma forma que alguém que vai a fundo somente em uma área não conseguiria. “Você aprende a aprender desafiando-se continuamente a compreender conceitos variados. Ironicamente, isso permite que você se especialize em outra coisa com mais rapidez, se assim desejar. Esta é uma vantagem incrivelmente valiosa.”


Valenzuela também aponta a importância, no processo educacional, da comunicação, colaboração e criatividade na solução de problemas complexos, características exclusivamente humanas.


Ele avalia que entramos em uma era na qual a tecnologia, a neurociência e a ciência da aprendizagem podem ser combinadas para turbinar o processo de construção de conhecimentos. Cada indivíduo pode receber uma educação personalizada com intervenções de ensino destinadas a potencializar a forma como nossos cérebros aprendem. Tecnologias como inteligência artificial, big data e realidade virtual e aumentada estão prestes a mudar a maneira como ensinamos e aprendemos na sala de aula e fora dela”, conclui.


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Fernando Valenzuela vai discutir o tema “O impacto irreversível da transformação educacional: o que está por vir?” no GEduc 2021.


O GEduc é o maior Congresso de Gestão Educacional do país. Realizado pela HUMUS, empresa que desenvolve capacitações para gestores de universidades e escolas, o evento será online e vai reunir mais de 30 palestrantes e conteúdos inovadores para discutir a “A nova era da educação e da gestão exponencial''. Serão cinco dias – de 12 a 16/04 – de imersão às novidades e tendências da área educacional. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link.




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