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Nesta edição do HUMUS News temos o prazer em compartilhar a prática do Ensino Superior, classificada como bronze, na categoria Responsabilidade Social, da Faculdade La Salle de Lucas do Rio Verde:

 

 

 

 

 

 

 

HISTÓRICO DA PRÁTICA EFICAZ: A instalação da Faculdade de Lucas do Rio Verde e sua incorporação e integração à Rede La Salle são momentos históricos distintos, mas complementares.  A Faculdade de Lucas do Rio Verde surgiu quando alguns empresários, percebendo a carência de educação superior no município, tanto para suprir a falta de profissionais qualificados, quanto para atender os anseios de pais e filhos obrigados a buscar a educação superior em outros centros, criaram uma instituição capaz de atender também a região.

Com esse propósito em 15/06/1999 foi constituída a União das Escolas Superiores de Lucas do Rio Verde, mantenedora da Faculdade de Lucas do Rio Verde.

Em 2007, com o crescimento populacional e desenvolvimento socioeconômico acelerado do município de Lucas do Rio Verde – resultante da mudança da matriz econômica e instalação de grandes empresas – observa-se a necessidade de buscar auxílio para a consolidação da IES, preservando conquistas e aliando-se a novos agentes educacionais a fim de ampliar os caminhos e perspectivas profissionais para os cidadãos de Lucas do Rio Verde e região. Esta busca inicia-se com um entendimento negocial junto à Sociedade Porvir Científico e termina com a celebração em 13/11/2007 de um termo de incorporação da Faculdade de Lucas do Rio Verde à Rede La Salle, assinado entre a União das Escolas Superiores de Lucas do Rio Verde.

A partir de 1º. de janeiro de 2008 a Rede La Salle assumiu a direção da Faculdade La Salle. Como integrante da Rede La Salle de Educação Superior, a Faculdade passa a ter como inspiração os valores das instituições vinculados aos princípios e valores da Rede La Salle de Educação. Além da atenção à legislação vigente, a Instituição busca responder às necessidades educacionais e sociais da realidade onde está inserida, levando em conta a continuidade das transformações humanas e sociais.

Sua Missão reside em “Promover o desenvolvimento integral da pessoa humana através do ensino, da pesquisa e da extensão, comprometida com a transformação da sociedade local e regional”. Está alicerçada em 11 princípios, dos quais destacam-se:

1. Inspiração e vivência cristão-lassalistas;

3. Exercício da Cidadania fraterna e solidária;

4. Respeito à diversidade e à vida;

8. Integração entre ensino, pesquisa e extensão;

10. Valorização do ambiente para as relações interpessoais.

 

Dentre os objetivos institucionais, salienta-se “i) integrar-se na comunidade local contribuindo para o seu desenvolvimento social, cultural, agroindustrial e na melhoria da qualidade de vida, considerando suas múltiplas manifestações”.

 

Nesse sentido, ao instalar-se no Município de Lucas do Rio Verde – MT, a Faculdade passa a fazer parte dessa comunidade, a qual, não diferente das outras cidades do Brasil, sofre com o uso abusivo de entorpecentes. De acordo com estimativa da Polícia Civil (2017), mais de 90% das ocorrências e crimes tem alguma relação com o uso ou tráfico de drogas.

Segundo o Major Motta da Polícia Militar do Município (PM), a grande maioria dos crimes cometidos tem alguma relação com as drogas, seja por serem realizados por dependentes em busca de satisfazer suas vontades, seja por conta do valor ou troca por drogas, envolvendo tráfico, como por exemplo, trocas de carros na fronteira por drogas.

Outra situação que chama a atenção é que a maioria das ocorrências atendidas pela PM hoje são os casos abordados pela Lei Maria da Penha, a qual trata de agressão doméstica, em decorrência, principalmente, do uso de álcool, que é uma droga lícita, sendo uma das maiores causas de desestruturação familiar, atingindo diretamente crianças e adolescentes, principalmente na sua fase de maior importância do desenvolvimento.

Existem ações realizadas através do CREAS, CAPS, CRAS que são para atendimento de pessoas em situações de risco, onde estas obtêm tratamento e encaminhamento para tratar suas necessidades, sejam na área de saúde mental, envolvimento com drogas, situações de vulnerabilidade social, situações de risco, violência, etc.

As escolas, através da Secretaria de Educação, também trabalham seguidamente o tema, fazendo o trabalho de prevenção, procurando incluir as famílias em cada projeto desenvolvido.

Apesar das ações citadas, percebe-se que há muito que se fazer para que se tenha um ambiente propício para a formação completa do ser humano em desenvolvimento, o que existe são alternativas para as consequências da violência.

No município há uma Comunidade Terapêutica criada em 2004, a qual atende dependentes químicos. Desde sua criação, atendeu mais de 800 internos, dos quais a maioria é reincidente. Destes, a grande parte com várias passagens pela polícia, por algum delito cometido por causa das drogas, sejam pequenos furtos, roubos, assassinato, extorsão, latrocínio e a grande maioria por tráfico, seja em grandes ou pouca quantidade, seja para lucrar ou simplesmente para manter seu vício, independente se forem maiores ou menores de idade.

Atualmente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o uso abusivo de drogas como uma doença crônica e recorrente. Para esta instituição, o uso de drogas constitui um problema de saúde pública, que vêm ultrapassando todas as fronteiras sociais, emocionais, políticas e nacionais, preocupando toda a sociedade (Andretta & Oliveira, 2011). De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a dependência química caracteriza-se pela presença de um agrupamento de sintomas cognitivos, comportamentais e fisiológicos, indicando que o indivíduo continua utilizando uma substância, apesar de problemas significativos relacionados a ela. Como acrescentam Kaplan, Sadock e Grebb (2007), o indivíduo dependente prioriza o uso da droga em detrimento de outras atividades e obrigações.

Nesse sentido, buscando atender a missão, os princípios e objetivos institucionais, foi pensado o projeto Plantio de tomates como terapia ocupacional na recuperação de dependentes químicos, que teve início em 24/02/2014 com acadêmicos do curso Agronegócio e posteriormente com alunos de Agronomia.

No âmbito de uma melhor qualidade de vida, os internos da Comunidade Terapêutica têm a sua disposição uma horta em plena produção, que possibilita alimentação saudável e fresca, bem como grande retorno à saúde mental. A produção de hortaliças é acompanhada pelos acadêmicos e professores com visitas semanais, sendo passadas técnicas de plantio, época de colheita, defensivos a serem utilizados, correções e adubações de solo necessárias para cada cultura, e atualmente técnicas de irrigação.

A produção de hortaliças pode ser utilizada como instrumento terapêutico para “promover melhorias através dos sentidos e da mente, maximizar funções sociais, cognitivas, físicas e psicológicas, melhorando a qualidade de vida das pessoas” (Pimpão, 2011, p.18). Nas últimas duas décadas, uma série de investigações tem constatado que as plantas e as atividades relacionadas com elas “têm efeitos especialmente importantes para pessoas com incapacidades físicas e mentais; potenciam a recuperação da sua independência, da sua habilidade manual e da sua qualidade de vida” (Pimpão, 2011, p.10).

Desse modo, os internos, em conjunto com professores e acadêmicos, realizam todos os procedimentos, desde o preparo da terra, plantio, cuidados, colheita e comercialização da produção excedente, pois, em primeiro plano, os tomates produzidos são consumidos na comunidade e o excedente é comercializando, gerando renda extra para a manutenção do tratamento dos internos.

 

OBJETIVOS DA PRÁTICA EFICAZ: Oferecer apoio à casa de recuperação de dependentes químicos (Comunidade Terapêutica) através do cultivo de hortaliças, com atividades práticas que possam contribuir no processo de desenvolvimento cognitivo e social, auxiliando no processo de recuperação dos internos.

PÚBLICO ALVO ATINGIDO: Internos em processo de reabilitação da casa de recuperação de dependentes químicos (Comunidade Terapêutica), e acadêmicos do Curso Superior em Agronegócio e Curso Superior em Agronomia da Faculdade La Salle.

 

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O Grupo Literatus também se destacou no PNGE 2018 e levou o prêmio bronze com a prática “Café com RH”, na categoria: Gestão Administrativa e de comunicação.

 

 

 

 

HISTÓRICO DA PRÁTICA EFICAZ: A evolução humana e o forte crescimento das Organizações no âmbito Mercadológico trouxeram a necessidade de contínuos investimentos. Podemos observar que as Empresas vêm trabalhando com o objetivo de tornar-se cada vez mais atrativas perante seus clientes no que diz respeito à tecnologia, infraestrutura, buscando melhorar a operacionalização de seus processos no que diz respeito à criação de produtos e na prestação de serviços.

Porém, ter uma boa estratégia de negócios e planejar não é suficiente, faz-se necessário ter uma boa comunicação entre a equipe para que juntos possam trabalhar o propósito organizacional diariamente, sendo este um grande desafio para as organizações em pleno século XXI.

Investir em Recursos tecnológicos e Infraestrutura não traz garantia de sobrevivência mercadológica, o que de fato faz toda diferença é ter colaboradores engajados, comprometidos capazes de desenvolver um excelente trabalho. Só é possível esta prática por meio do sentir-se pertencente do processo. Tem que haver o encantamento. Mas despertar este sentimento tem sido um desafio para os Líderes em suas Organizações, já que o trabalho de gerir pessoas é papel de todos os Líderes e não somente dos Recursos Humanos “Lacombe (2006) apud Krepk e Gonzaga (2008) coloca que a função do líder é buscar administrar com eficiência os funcionários, através de uma relação de respeito e autoridade, interagindo continuamente com os membros da organização”.

Desta forma, o papel do Setor de Recursos Humanos torna-se importantíssimo como mediador de interesses, de um lado estão os resultados almejados pela Empresa, e de outro lado existem pessoas movidas de sentimentos, com perfis de comportamento diferentes, trabalhando para os mesmos resultados. Para Stefano, Iatskiu e Lopes (2004) é de responsabilidade do profissional de RH a integração dos demais profissionais para que atuem de forma proativa em busca dos objetivos estabelecidos, sendo que resultados organizacionais alcançados têm relação direta com o desempenho de seus colaboradores.

Porém, a rotina corriqueira e a dinâmica dos processos na ação efetiva das atividades nem sempre permitem o possível olhar humano nas relações diárias, faz-se necessário um trabalho de conscientização, em relação aos gestores quanto olhar o Colaborador como Pessoa e não apenas como mais um funcionário. Esse tem sido nosso desafio: pensar em estratégias para disseminar esse cuidado com o outro. Nossa base de sustentação tem sido investigar nossas fragilidades a partir de ferramentas de medição e uma delas é a Pesquisa com os seguintes dados: “Como melhorar o Clima de nossa Organização é Prestar um Serviço de Qualidade com Foco no Cliente Interno e Externo”?

Na busca por Qualidade na Prestação de Serviços, em setembro de 2015 realizamos nosso Planejamento Estratégico voltado para o Tema “Atitude”, precisamos agir. De acordo com Surama Jurdi atitude é inevitável, hoje... Tome uma ATITUDE. “Desperte o incrível GIGANTE que adormece em você”. Desta forma, anualmente realizamos a Pesquisa de Clima para nossos clientes internos e externos, prática esta que ocorre desde 2013. Nossos clientes internos respondem ao questionário baseado no Modelo utilizado pela Great Place To Work (Melhores Empresas para trabalhar), onde são analisadas 04 dimensões (Identidade, Satisfação e Motivação, Aprendizado e Desenvolvimento, Liderança). Ao final do questionário apontam as ações consideradas positivas e ações a serem melhoradas, e, de acordo com os resultados apontados pelos clientes internos, criamos um plano de ação das atividades a serem trabalhadas a curto, médio prazo e às vezes a longo prazo.

Através da pesquisa (Ano 2015) foi levantada a necessidade de melhoria em nosso processo de comunicação. Observando nossos históricos, identificamos o fato como recorrente, e, após a análise feita pelo Setor de Desenvolvimento Organizacional, fora apresentado à Alta Direção como Plano de Ação para tomada de medida de correção. Embora tenhamos como prática reuniões setoriais semanais, percebemos que precisaríamos de outras ações que nos auxiliassem na busca dessa aproximação entre os colaboradores e que intensificasse nossa comunicação, já que nossos colaboradores não estavam conseguindo ter o sentimento de pertencimento real em relação ao grupo, principalmente no que diz respeito a gerir e desenvolver pessoas. Após algumas análises feitas sentimos a necessidade de desenvolver atividades que proporcionassem um momento feliz e prazeroso. Foi quando surgiu a ideia de criarmos o “Café com o RH” com proposta para realização mensal, e que fosse realizado durante o horário de trabalho entre todos, e desta forma desde maio/2016 temos trabalhado esta prática.

 

OBJETIVOS DA PRÁTICA EFICAZ: Estreitar a comunicação entre os colaboradores, alinhando processos de forma dinâmica, participativa e reflexiva.

 

PÚBLICO ALVO ATINGIDO: Colaboradores do Grupo Literatus Educacional.

 

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