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ARTIGOS

Gestão Educacional

Educação superior disruptiva

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O tempo dos aventureiros no mercado de educação brasileiro, especialmente superior, já passou. Com a escassez de recursos e de financiamentos públicos, aumento da concorrência e dificuldade de captação de alunos, as instituições de ensino superior dependem cada vez mais de uma gestão profissionalizada e disruptiva.

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O ambiente competitivo com o qual lidamos diariamente no setor põe em xeque a aplicabilidade das estratégias de negócios organizacionais utilizadas até agora. Por essa razão, a busca por fórmulas e formatos inovadores e eficazes tem envolvido gestores e acadêmicos, ora focados no plano tático da instituição, ora no modelo de negócio e, mais recentemente, focados nas ferramentas de transformação digital.    

Aliás, estas são as palavras de ordem hoje: inovação e transformação digital.  A incorporação de novas tecnologias é imprescindível para todos os setores da economia, sobretudo para os atores da área educacional, como é o nosso caso. A área acadêmica das instituições tem a obrigação de oferecer as ferramentas mais avançadas para que os alunos estudem e aprendam na sua própria linguagem e tempo. Isso significa não só o uso de plataformas de e-learning (Sistema de Gestão de Aprendizagem), mas, principalmente, da chamada aprendizagem adaptativa, que personaliza a metodologia de acordo com as características do aluno.

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A administração acadêmica precisa usar também as ferramentas de analytics de forma que a estratégia educacional possa ser adequada ao perfil de cada turma. Desta forma, a utilização da Inteligência Artificial permite que tutores possam, no primeiro momento, tirar dúvidas do aluno, deixando para o professor as questões mais complexas de definição da própria estratégia de aprendizagem.

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Outro ponto muito importante na adoção de ferramentas disruptivas é a separação entre tecnologia, conteúdo e certificação. O detentor da tecnologia já não é mais necessariamente a instituição, pode ser um parceiro, por exemplo. O conteúdo pode vir de qualquer lugar, inclusive do YouTube, e a certificação ainda resiste como o último baluarte de pertencimento à instituição de educação superior.

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A direção acadêmica será disruptiva se ela souber aliar tecnologia, conteúdo e certificação com foco nas competências que, de fato, farão a diferença no futuro do mercado de trabalho.

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Com relação à parte administrativa, fazer mais com menos é fundamental! Hoje a direção das instituições, considerando a intensa concorrência que enfrentam, deve saber utilizar melhor e de forma otimizada os recursos tecnológicos, financeiros e humanos.

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Por falar nisso, não há nada mais disruptivo do que investir no aprimoramento e capacitação das habilidades humanas. É preciso entender que instituições de qualidade não são feitas somente de equipamentos modernos e de novas tecnologias, mas sim de mentes brilhantes, isso inclui tanto do corpo docente quanto os demais colaboradores que auxiliam no fazer educacional, do porteiro ao auxiliar de laboratório.

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Criar um ambiente no qual tanto os funcionários quanto os professores possam se sentir participantes, atuantes e motivados é disruptivo, pois isso impactará diretamente na experiência dos alunos, que certamente estarão bem mais motivados, o que implicará em melhores resultados para a instituição.

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Esses são os princípios de uma administração disruptiva no ensino superior, tanto na gestão acadêmica, quanto na condução dos recursos meio das organizações educacionais. Portanto, instituições modernas e bem-sucedidas jamais devem perde-los de vista, sob pena de fracassarem em seus modelos de negócio e planos de captação de novos alunos.

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Celso Niskier é Diretor presidente da ABMES - Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior e será moderador no XVIII Congresso Brasileiro de Gestão Educacional, durante o GEduc 2020, que será realizado nos dias 27 a 29 de julho de 2020, no Hotel Maksoud Plaza – São Paulo/SP.

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