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Educação e Informação

Desenvolvendo habilidades socioemocionais no ambiente escolar

Autoconhecimento, estratégias de resolução de conflitos e cooperação são exemplos de competências que  precisam ser trabalhadas com os alunos





A pandemia prejudicou gravemente a saúde mental das crianças e dos jovens em idade escolar. Um levantamento realizado pelo instituto Datafolha concluiu que 34% dos estudantes passaram a ter dificuldades em controlar suas emoções após o período pandêmico. Por exemplo, nas escolas estaduais de São Paulo, houve um aumento de agressões físicas, crises de ansiedade e falta de concentração dos alunos.

 

Já outro estudo, publicado pela revista médica JAMA Network, apontou que, em uma amostra com 80.879 participantes entre 4 e 17 anos, um em cada quatro apresentou sintomas de depressão e um em cada cinco demonstrou sintomas de ansiedade clinicamente elevados após a pandemia. “A depressão e a ansiedade generalizada são dois dos problemas de saúde mental mais comuns na juventude”, afirmam as autoras.

 

Por esses e outros motivos, o trabalho com habilidades socioemocionais é tão necessário na sociedade do século XXI. A saúde mental está passando por um momento de crise, tanto entre os alunos quanto entre os educadores e as famílias. Para ensinar as crianças, é preciso primeiro ter essas competências bem desenvolvidas.

 

O papel da escola no desenvolvimento de habilidades socioemocionais

 

Silmara Rascalha Casadei, doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e diretora geral pedagógica do Colégio Visconde de Porto Seguro em São Paulo, diz que o conceito de inteligência socioemocional faz parte de um grupo de temas considerados urgentes e abrangentes.

 

“A inteligência socioemocional adentrou definitivamente o espaço escolar, inserindo novos assuntos que merecem ser aprofundados em aulas específicas ou mesmo interdisciplinares”, destaca. Novas habilidades e conceitos precisam ser aprendidos e praticados, para a constituição de projetos de vida que podem ajudar os indivíduos a entenderem questões sociais e ambientais do planeta. Alguns exemplos são:

·       autoconhecimento;

  • autoestima;

  • autorregulação emocional;

  • cooperação;

  • comunicação não violenta;

  • respeito;

  • resiliência;

  • estratégias para resolução de conflitos;

  • tolerância;

  • diversidade;

  • solidariedade;

  • equilíbrio;

  • motivação pessoal.

 

A função da escola, segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), é desenvolver os alunos de maneira global, com as competências necessárias para uma vida plena pessoal e profissional. “Ela deve propiciar espaços onde crianças e jovens podem interagir, desenvolver o exercício da empatia e resolver conflitos, atuando com outros estudantes e ampliando o seu contexto de mundo”, avalia a especialista.

 

Porém, a família não pode ser esquecida nesse processo. Silmara cita um ditado africano que diz: “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”. Neste sentido, a instituição de ensino é o complemento de uma educação que se inicia no ambiente familiar.

 

Por que é importante abordar esse assunto na sociedade do século XXI?

 

Silmara comenta que todos os seres humanos estão imersos em uma imensa aldeia global, em que não só os alunos aprendem, como também os educadores. “Sempre podemos melhorar como profissionais e como pessoas”, afirma. “E justamente porque essa temática passou a fazer parte das propostas pedagógicas de todo o mundo, elas podem e devem fazer parte das formações dos professores também”.

 

Na era de extremos, em que desafios sociais e ambientais já atingem o pico máximo em muitos lugares do planeta, todos sofrem as consequências. “A inteligência socioemocional, quando bem desenvolvida pela família e pela escola, pode representar o grande viés humano que motivará verdadeiramente as mudanças para decisões mais assertivas, resultados de relacionamentos dialógicos e positivos.”




Profa. Dra. Silmara Rascalha Casadei, diretora geral pedagógica do Colégio Visconde de Porto Seguro

 

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