ARTIGOS

Gestão Educacional

Não existe plano B para a Educação

Manifesto


Educação de qualidade é a única alavanca de sucesso para a sociedade, a melhor forma de preparar novos futuros.


Talentos precisam encontrar oportunidades. Certos de que os jovens têm alto potencial, independentemente de renda, origem étnica ou social.

Professor sem Fronteiras nasceu para construir pontes e trilhas para conectar talentos à oportunidade de educação de qualidade.

Bem-vindos a essa aventura do invisível da Educação!

Convido-os para a busca das melhores decisões.

Resolução de problemas complexos

Sabemos que inúmeras escolas fecharam em decorrência da pandemia. Imagine nas consequências ocorridas pela ruptura dos vínculos, centenas de crianças ficaram sem aulas, professores entorpecidos, colaboradores sem empregos, milhares de famílias literalmente confusas.

Contudo, o isolamento forçado abriu uma porta de oportunidades para o setor da educação, como mais acesso ao ensino remoto, capacitação tecnológica dos professores e colaboradores, empreendedorismo em projetos educacionais.

Sabemos que as histórias fazem parte da vida do ser humano desde que começaram a se comunicar e a interagir. As primeiras histórias começaram a ser contadas pelos registros existentes nas cavernas, histórias de caça, histórias de amor, histórias da sociedade.

Podemos dizer que, em grande parte, a história continua sendo a “mestra da vida”, como entendia Cícero.

Eu gosto da história O Milagre de Helen Keller. Helen nasceu com todos os seus sentidos íntegros e ficou cega e surda aos 18 meses de idade devido a uma doença diagnosticada como "febre cerebral" (acredita-se que, possivelmente, tenha sido  escarlatina ou meningite). Apesar dessas adversidades, Keller se formou na faculdade, tornou-se uma escritora e ativista política. A história de Helen Keller é uma observação poderosa de que cada um de nós tem a capacidade de alcançar a grandeza pessoal e muito a ensinar.

A frase de Helen mais inspiradora é: “Quando uma porta da felicidade se fecha, outra se abre, mas costumamos ficar olhando tanto tempo para a que se fechou que não vemos a que se abriu”.

 

Vejamos

A importância da História está em seu papel de nortear a humanidade no espaço e no tempo, dando-lhe a possibilidade de compreender a própria realidade. Com o passar do tempo, aprendemos que boas perguntas superam as respostas fáceis. Portanto, vamos explorar o futuro.

Por que explorar o futuro? Explorar futuros desata os nós do nosso pensamento e das falsas restrições. Isso nos desafia a indagar se estamos fazendo as perguntas certas.

Para enxergar o futuro, precisamos da pluralidade de olhares, pois não há apenas um futuro, mas múltiplos futuros possíveis. Precisamos de educação e informação sobre o futuro do trabalho, sobre as novas revoluções, tanto pela lente tecnológica quanto pela perspectiva humana. Tudo para que tomemos melhores decisões hoje.

A educação deve corrigir as lentes da sociedade para que perceba com nitidez a realidade e a beleza da vida coletiva que se constrói no partilhar. Superar o ofuscamento social é essencial para que as transformações na sociedade ocorram de maneira racional e sem equívocos. A reavaliação precisa ser constante.

Como a nossa caminhada começa no planejamento, é preciso ter em mente que qualquer falha pode comprometer o futuro. Lembre-se de que ser professor é escrever a história do futuro.

Conhecemos escolas com planejamentos impecáveis, cuidadosos e que seguem as regras à risca, como muitas escolas brasileiras e mundiais, mas que limitam a capacidade do aluno, não buscam o insonhável. Entretanto, a escola deve ser o espaço do aprendizado, do insonhável. Uma escola impagável, maravilhosa. A escola não pode permitir que seu aluno se arraste quando sente que tem o impulso para voar.

Para levar o aluno a voar, o professor deve despertar alegria por meio dos grandes ensinamentos da vida. A curiosidade é o pavio do aprendizado. Por meio da curiosidade, resolvemos nossas dúvidas e superamos nossas incertezas.

A melhor maneira para despertar o interesse no aluno é desenvolver o pensamento criativo, ajudando a trabalhar em projetos baseados em suas paixões, em colaboração com os seus pares e mantendo o espírito do pensar brincando.

O invisível da educação está em desenvolver as habilidades do século 21, sem perder os valores humanos.

 

Como fazer isso? Por meio do planejamento eficiente.

E nós, professores, somos os especialistas para a construção dessa trilha e responsáveis para alcançarmos as metas.

 

A distância entre dois pontos nem sempre é uma linha reta.

O interessante é descobrir que, depois que elegemos os dois pontos, nunca vamos ao ponto de chegada diretamente. No fundo, sabemos que nunca teremos as condições ideais para chegar a esse ponto. Existem vários descaminhos, portanto nunca devemos ir obsessivamente a esse ponto; podemos não chegar.

 

Certamente você deve estar se perguntando como chegar ao ponto B tendo adversidades pelo caminho? Por meio de ziguezague. Depois, suavizamos os desafios do caminho e diminuímos a perda de energia.

A beleza da vida educacional é que passamos o caminho todo nunca indo na direção estabelecida e, no final, chegamos ao ponto elegido. Quando chegamos lá, há um convite para uma nova jornada.

Como alcançar as metas? Por meio de profissionais qualificados e com a tecnologia a nosso favor. Assim, na fase do planejamento, podemos diminuir inúmeros contratempos.

Durante a construção do planejamento, esqueçam a possibilidade de existir o plano B. A simples consciência de que não há plano B contribui para que estejamos mais atentos e sejamos capazes de aprender ainda mais.

Como a ideia é de que não haja o plano B, o planejamento deverá ser à prova de falhas.

Como fazer?

Comece simples, verifique se a proposta está funcionando da maneira que planejou; só depois, faça adições; teste antes de continuar fazendo extensões ao projeto.

Devemos integrar as diferentes áreas do conhecimento usando as metodologias ágeis - Scrum e Kanban.

No cognitivo, devemos verificar o desenvolvimento do raciocínio rápido, a capacidade de compreensão e a competência de elaborar estratégias para enfrentar desafios.

No emocional, devemos examinar a competência para lidar com vitórias e derrotas; o fortalecimento da autoestima e do respeito ao outro e às diferenças.

No social, devemos garantir o fortalecimento da sociabilidade, do senso de cooperação e do trabalho em equipe.

Aprender e treinar, treinar e aprender. Assim é que se fazem as coisas. RICHARD BACH

Muitas das soluções que encontramos aparecem por insight. Precisamos percorrer muitos caminhos errados e aprender com eles, para finalmente escolher o caminho certo. Informação, interpretação, planejamento e execução. Existe mais para se descobrir do que inventar.

O que eu estou procurando não está lá fora, está em mim. HELLEN KELLER

Como chegar ao insonhável?

Algumas vezes eu disse que, se algum aluno desejasse se tornar astronauta, trabalharia para ajudá-lo a chegar a seu propósito. Não deixarei ninguém para trás. Para isso, é necessário ter otimismo.

O otimismo é a fé que conduz à realização. Nada pode ser feito sem esperança e confiança.

 

Como disse o pai da lâmpada (Thomas Edison 1847 - 1931): “1% de inspiração e 99% de transpiração”. Portanto, a primeira ação a ser estabelecida é de uma aliança robusta entre todos os departamentos da instituição.

O que vamos fazer? O que preciso saber? Como fazer? Por que fazer? Vamos planejar! Vamos executar! Lembre-se de que não há plano B.

A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original. ALBERT EINSTEIN

 

Kalil Gibran, escritor libanês, ilustra até onde nos podem levar as limitações.

O Olho disse: “vejam que bela montanha temos no horizonte!”. O Ouvido tentou escutá-la, mas não conseguiu. A Mão falou: “estou tentando senti-la, mas não a encontro.” O Nariz disse: “não existe montanha, pois não sinto seu cheiro.” E todos chegaram à conclusão de que o Olho estava enganado.

Portanto, ouse e persista.

Lembrem-se de que as adversidades não podem estagnar uma sociedade, gerar descontrole ou levar à decadência emocional. Como vimos com Helen Keller, Richard Bach, São Marcelino Champagnat, Maria Teresa de Calcutá e tantos outros, as adversidades são oportunidades para desenvolver e descobrir talentos.

Qual será o desafio? Sabendo que o futuro das crianças não pode ficar comprometido, precisamos pensar como trabalharemos diariamente com elas. Lembre-se de que trabalho é amor tornado visível.

 

Nada do que realizávamos 5 anos atrás serve para hoje. Portanto, precisamos rever como trabalhamos e seguir no compromisso de não comprometer o futuro.

 

(Leia a parte 2 deste artigo na próxima edição do HUMUS News)

 Carlos Walter Dorlass é Diretor Geral do Colégio Marista Arquidiocesano e já foi palestrante do GEduc. Participe da edição 2021

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