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Financeiro

Alinhando Gastos com a Gestão Estratégica

Gastos crescentes de insumos (mão de obra qualificada, suprimentos, novas tecnologias, entre outros) aliados à carga tributária, encargos e regulamentos a atender, além de concorrência acirrada e clientes (estudantes e famílias) cada vez mais exigentes com restrições financeiras, têm proporcionado margens de resultado cada vez mais apertadas às instituições de ensino.

Nesse mundo cada vez mais complexo e mutável, as escolas e universidades, para terem melhores resultados, precisam manter-se em um processo permanente de aprendizagem, inovação, aperfeiçoamento e contínua adaptação ao meio ambiente em que atuam.

     

Atualmente, é grande o desafio das organizações educacionais, que querem se destacar pelo alto padrão de qualidade dos produtos e serviços, de forma a atender da melhor maneira às necessidades do mercado e dos clientes (externos e internos) e ainda gerarem resultados adequados a seus proprietários ou acionistas.

Nesse sentido, uma proposta que apresento, é que a instituição, em seus vários níveis, elabore e reveja periodicamente planos e respectivas ações, para melhor adequar-se em seu meio. Um trabalho inicial também bastante interessante a ser feito é uma análise SWOT, abreviatura em inglês que significa Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats), para melhor conhecer a organização e o ambiente em que atua.

Adicionalmente à análise SWOT, a instituição de ensino superior ou básico, com sua equipe de gestão, baseada em seus Valores, deve estabelecer ou revisar periodicamente suas definições de Negócio, Visão, Missão e Competências Distintivas. Todos esses trabalhos objetivam compor as bases iniciais de uma Gestão Estratégica de ação da entidade, visando melhor dirigir os pontos fortes às oportunidades identificadas, bem como evitar expor seus pontos fracos, às ameaças percebidas no meio ambiente. 

Consolidada a etapa acima, cabe à equipe de gestão refletir, planejar e agir sobre outros assuntos complementares fundamentais: oportunidades de melhoria que devem ser feitas nos processos de gestão / operacionais e estruturais, que vão realizar efetivamente as atividades de negócio, para suceder o esforço de Gestão Estratégica.

Para elevar a competitividade das instituições de ensino, devem-se focar esforços permanentemente na melhoria dos processos e na qualidade dos produtos e serviços que se ofertam aos clientes, juntamente com o desafio de alinhar os gastos (investimentos e despesas) à Gestão Estratégica concebida. Isso pode ser feito com a aplicação de uma metodologia adequada, que exponho em meu livro, curso e workshop, neles baseados.

Implantados os instrumentos normativos, cabe aos gestores educacionais e colaboradores verificarem o cumprimento do que foi estabelecido e proporem aperfeiçoamentos, sempre que necessário, para melhores resultados.  Adicionalmente, as organizações educacionais podem contar com uma atividade de compliance, que verifique se a ação dos colaboradores está em conformidade com os regulamentos internos aprovados e outros externos, que a instituição deva seguir. 

O desafio para viabilizar o acima exposto é importante, mas os resultados podem ser muito interessantes para todos (clientes, acionistas, colaboradores, partes interessadas e mercado em geral).

Bom trabalho!

Prof. José Antonio Pereira Gonçalves é Consultor em gestão e autor do livro Alinhando Processos, Estrutura e Compliance à Gestão Estratégica, e será palestrante do Workshop 2: Alinhando gastos com a gestão estratégica.