ARTIGOS

Gestão Educacional

Desenvolvimento de competências socioemocionais: sua escola já pensou nisso?

Nos últimos anos a palavra que mais escutamos no Brasil é CRISE. Crise Econômica, Crise Política, Crise Moral, Crise de Confiança, etc.

Com a taxa de desemprego passando dos 12% e com mais de 12 milhões de brasileiros desempregados, o PIB (Produto Interno Bruto) deverá fechar o ano de 2017 em menos de 1%, a taxa SELIC (Bacen) deverá fechar próximo aos 7% e a inflação acumulada no ano de 2017, abaixo de 3%.

Este cenário, apesar de nebuloso, nos dá alguns sinais de que devemos e podemos investir na educação no Brasil, pois, apesar de ser um investimento de longo prazo e, com toda essa adversidade na economia brasileira, afirmo com todas as letras que: “Não existe crise na Educação Básica”.

 

Nesse sentido, o que podemos tirar de positivo e alavancar um setor que normalmente ainda existem poucos estudos sobre ele no Brasil, ao contrário do que acontece com o Ensino Superior?

O primeiro caminho é analisarmos o Censo Escolar da Educação Básica de 2016 (MEC), onde tivemos um total de 48,8 milhões de matrículas na Educação Básica no Brasil, contando as Escolas públicas e particulares. Desse total, tivemos pouco mais de 8,9 milhões de matrículas na rede privada de ensino, representando um crescimento de 5,1 pontos percentuais em relação ao ano de 2008.

 

Se formos mais a diante, tivemos um aumento no número de matriculas na rede privada nos últimos oito anos, sendo um crescimento nas séries iniciais do Ensino Fundamental de quase 35% (trinta e cinco por cento) e nos anos finais acima de 15% (quinze por cento), e, por último, no Ensino Médio uma evolução de 4,5% (quatro e meio por cento).

 

Levando em consideração todo o cenário político e econômico adverso neste período, podemos dizer que foi um progresso bem significativo, diante de todo este contexto.

 

Como se trata de um investimento de longo prazo feito pelas famílias brasileiras, diante do cenário exposto, a educação básica só entra na linha de corte de despesas dessas famílias quando realmente não há mais o que tirar do seu orçamento, pois, sem dúvida, a educação é a melhor herança que ainda se pode deixar para um filho.

 

Precisamos, neste caso, nos preparar para enfrentar os próximos anos, que demonstram uma tendência de melhoria nos indicadores macroeconômicos.

 

Na escola, é fundamental o equilíbrio entre as suas receitas e despesas, além de não esquecer os investimentos necessários para o crescimento, onde só assim manteremos a perenidade da instituição. Devemos, então, trabalhar da seguinte forma:

 

  • Receita: Focar na fidelização e conquista de novos alunos, trabalhar fortemente a redução da inadimplência, além de buscar receitas alternativas para a escola.

  • Despesas/Custo: tentar reduzir a carga tributária das instituições (existem mecanismos legais para isso), avaliar com muito cuidado todas as despesas operacionais, com a implantação da C.S.C. (Centro de Serviços Compartilhados) se a escola tiver mais de uma unidade (na maioria das vezes, temos muitas “gorduras” que podem ser reduzidas), avaliar a folha de pagamento e verificar se o número de docentes e colaboradores administrativos está proporcional ao número de alunos.

É necessário se ter uma escola bem equilibrada financeiramente, preparada para investir e crescer, uma equipe administrativa capacitada, motivada e ciente dos objetivos estratégicos da instituição, além de uma equipe de professores treinados, cientes do seu papel como um agente de transformação do aluno e preparados para ser um facilitador da aprendizagem, diante dos desafios das novas tecnologias, lembrando sempre que o ensino mudou, está globalizado e deve ser atraente para os alunos. Deste modo, tenha a certeza que a sua Instituição de Ensino, estará no caminho certo para acompanhar essa tendência de crescimento no mercado da Educação Básica no Brasil.

 

Fernando Leão é Executivo da área Educacional, na Gestão Estratégica de grandes grupos, tais como: Universidade Veiga de Almeida, Rede Salesiana de Escolas, Grupo São Camilo, Unicesumar e Unigranrio.