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Gestão Educacional

Como construir um programa sustentável de captação e retenção de alunos: conectando a educação com o mercado de trabalho

Estamos aqui para provocar, talvez até incomodar. Mas, principalmente, estamos aqui para pensar em como coconstruir soluções viáveis que sejam capazes de gerar diferencial competitivo para educação, criando sustentabilidade no seu processo de captação e retenção de alunos. Entendemos sustentabilidade como atender às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as futuras gerações também satisfazerem suas necessidades. E foi nessa perspectiva que começamos a estudar a Educação de Carreira como a solução para essa problemática.

Marketing Educacional

Motivadas pelas nossas histórias profissionais dentro e fora das instituições de ensino, e após testarmos métodos, processos e tecnologias no marketing educacional, como: CRM, Automação de Marketing, Inbound Marketing, Storytelling, Inbound Sales, Marketing Digital, Experiência do Usuário (UX), Macro Captação, dentre outros, chegamos a uma infeliz conclusão: apesar de todas serem necessárias e realmente cumprirem o seu papel de aumentar eficiência na captação e retenção de alunos, elas por si só, não são suficientes para criar sustentabilidade para as instituições de ensino.

Precisamos ir além. Estudamos de forma profunda os estudantes ingressantes da graduação e, mergulhadas nessa atmosfera percebemos um grande gap entre as expectativas dos estudantes ao ingressar no ensino superior, o que de fato as instituições de ensino conseguem entregar e o que a nova dinâmica do mercado de trabalho precisa. 

Sem procurar concordâncias ou discordâncias, vamos pensar: numa escala de 0 a 10 o quanto as instituições de ensino superior realmente formam os profissionais que o mercado de trabalho precisa? Quais são os aspectos que contam positivamente nessa conta? Muito possivelmente quem deu notas como 8, 9 e 10 tem como principal argumento de apoio a entrega de uma formação especialista e técnica de qualidade.

E quais são os contrapontos de quem acredita que ainda precisamos avançar e que estamos no nível, talvez, 7, 6? O que falta para que as IES formem profissionais para atuar na dinâmica do mundo do trabalho de hoje? Talvez ter mais flexibilidade legal para conduzir suas próprias diretrizes pedagógicas, ter um aluno ingressante no ensino superior com uma formação de base melhor, quem sabe ter empresas mais comprometidas em compartilhar a responsabilidade da formação profissional.

Muito possivelmente são todos esses fatores em conjunto. E para facilitar uma análise mais profunda, vamos avaliar esses fatores divididos na perspectiva das IES, dos alunos e das empresas. Em vez de procurar ‘culpados’, sugerimos procurar o terço de responsabilidade de cada um.

Perspectiva da Instituição de Ensino

Convidamos vocês a analisarem primeiro na perspectiva das IES. Relembremos que a missão primeira das IES é formar profissionais e cidadãos ao oferecer Ensino, Pesquisa, Extensão e, mais recentemente, com a abordagem da Hélice Tríplice, também Inovação.

Mas, perguntamos: mesmo se as IES conseguissem cumprir com essas quatro frentes, ela já estaria cumprindo com seu terço de responsabilidade de formar profissionais capazes de atuar no atual mundo do trabalho e de contribuir no desenvolvimento socioeconômico do país?

 

Perspectiva do Aluno

Vamos avançar. Na perspectiva dos alunos, ano após ano, vemos milhões de pessoas ingressarem no ensino superior buscando, ao conquistar o diploma, fazer uma conversão socioeconômica, ou seja, ascender de classe social e ter acesso a oportunidades que na maioria das vezes seus pais sequer conseguem entender que possam existir. O diploma de graduação tem essa representatividade: ser a porta de entrada para uma realidade futura mais próspera. O aluno tem a expectativa do sucesso, mas recebe o diploma. Por isso perguntamos: mesmo se o aluno se dedicar e tirar notas boas nas disciplinas, ele já estaria cumprindo seu terço de responsabilidade? Isso já seria o suficiente para que sua empregabilidade fosse garantida? Para que tivesse uma carreira de sucesso?

 

Perspectiva do Mercado de Trabalho

Por fim, na última ponta, temos a perspectiva do mercado de trabalho, empresas e organizações sedentas por profissionais que consigam ter um desempenho técnico e relacional satisfatório o suficiente para que sua máquina produtiva se mantenha sustentável. Mesmo que as empresas oferecessem programas de estágio e trainee direcionados para públicos específicos de cada IES, isso seria suficiente para que seu terço de responsabilidade fosse cumprido?

Tudo o que falamos até então é o que já acontece... Temos IES entregando o que o MEC recomenda, mas sem conseguir aumentar sua competitividade; alunos tirando notas boas, mas sem necessariamente conseguir uma oportunidade de emprego alinhada com seu perfil e expectativas; e empresas oferecendo programas específicos de estágio e emprego, mas sem conseguir preencher o total de vagas abertas.

 

Educação para Carreira

Alguma coisa falta, né? Falta o que chamamos de Educação para Carreira; uma proposta transversal e extensiva à formação superior que oriente o aluno quanto a seu perfil profissional, desenvolva suas habilidades relacionais, o possibilite posicionar no mercado e desenvolver uma mentalidade protagonista e de autogestão da carreira.

No Brasil, a Educação para Carreira ainda é um campo inexplorado. A sala de aula ainda funciona, em sua essência, na mesma dinâmica de décadas atrás, com poucas iniciativas que ampliem a formação do aluno para a complexidade do mundo do trabalho. Entretanto, frente à enorme pressão da revolução 4.0, projetos transversais à proposta curricular vigente tem recebido cada vez mais abertura e a proposta da Educação para Carreira desponta como uma solução aderente e viável para esse contexto.

A Educação para Carreira preconiza que para o aluno ter uma carreira bem sucedida, ele terá que ter muito mais que um diploma. E aqui ressaltamos! Definitivamente a graduação, a formação como um especialista em sua área de atuação é a base, a sustentação de uma formação robusta. Entretanto, nos tempos atuais ela não é mais suficiente.

 

Aceleradora Digital de Carreiras para Educação

Na nossa visão, IES, empresas e alunos estão todos no “mesmo barco” e seus papéis são complementares. Alunos querem Acelerar sua Carreira; Empresas querem eficiência em seus processos de R&S de talentos universitários; e IES querem um processo sustentável de captação e retenção de alunos. Por meio da Aceleradora Digital de Carreiras para Educação, conseguimos aumentar a empregabilidades do aluno, reduzir os custos dos processos de R&S das empresas, e gerar real competitividade para as IES.

A Aceleradora foi desenhada dentro da lógica da captação e retenção de alunos para ter impacto direto nos resultados das IES. É um programa completo, estruturado de forma automatizada, capaz de gerar real valor para IES comprometidas com sua missão e que precisam atrair e reter alunos a um custo mais competitivo. Nossa proposta não é disponibilizar conteúdos ou soluções pontuais de carreira, e sim tornar parceiro das IES para aumentar a empregabilidade de seus alunos e impactar o cenário socioeconômico.

 

Fernanda Verdolin e Elziane Campos são Fundadoras da DNA da Educação e serão palestrantes no Fórum de Captação e Permanência de Alunos, que ocorrerá no dia 23 de agosto. Inscreva-se já!