top of page

Educação e Informação

A pergunta mais importante que toda escola precisa saber responder

  • 15 de abr.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 23 de abr.

Educação, futuro do trabalho e como preparar a escola para 2034


Se o mundo mudou de forma acelerada, a escola não pode mais se dar ao luxo de planejar apenas o próximo ano letivo. Precisa, cada vez mais, responder a uma pergunta estrutural: como estamos preparando nossos alunos hoje para o mundo que eles encontrarão amanhã?

Uma criança que hoje ingressa no 4º ou 5º ano do Ensino Fundamental chegará ao mercado de trabalho por volta de 2034. Isso significa que as decisões pedagógicas, curriculares e estratégicas tomadas agora terão impacto direto na autonomia, na empregabilidade e na capacidade de adaptação desses futuros adultos.


Para gestores escolares, olhar para esse horizonte não é mais um diferencial. É parte da responsabilidade institucional.


Costumo dizer que vivo em uma bolha. Estou inserida em uma EdTech que busca entregar as melhores práticas, dados e ferramentas para que as instituições de ensino atuem na vanguarda educacional. Ao longo dessa trajetória, tive a oportunidade de estar próxima de grandes diretores e lideranças escolares com visão de futuro, que entendem a educação como um projeto de longo prazo. Essa é, portanto, a visão de alguém profundamente apaixonada por marketing educacional e por tudo o que ele pode gerar de impacto positivo quando está a serviço da aprendizagem.


Ao longo de oito anos atuando com Marketing e estratégia para escolas, somando minha experiência no Pensi Colégio e Curso e no Grupo Weducation, percebi um padrão claro: as escolas mais consistentes são aquelas que conseguem articular presente e futuro em uma mesma narrativa pedagógica. Elas sabem explicar como os projetos do Ensino Fundamental dialogam com as práticas do Ensino Médio e como tudo isso se conecta ao mundo real.


O desafio é que planejar o futuro não é simples. Exige repertório, leitura de cenário, abertura à mudança e, principalmente, clareza sobre quais habilidades precisam ser desenvolvidas ao longo da jornada escolar, para além do conteúdo acadêmico tradicional.


Em 2025, o Fórum Econômico Mundial publicou o relatório The Future of Jobs Report 2025, uma das principais referências globais para compreender as transformações do mercado de trabalho até 2030. O estudo aponta que 44% das habilidades mais exigidas hoje mudarão ou se tornarão obsoletas nos próximos cinco anos.


O Fórum organiza essas competências entre aquelas que crescem mais rapidamente e as chamadas habilidades “âncoras”, essenciais para praticamente todas as áreas. A provocação para as escolas é direta e inevitável: como traduzir essas competências em práticas pedagógicas concretas desde a Educação Básica?


Top 10 habilidades em ascensão

  • Pensamento Analítico: segue no topo como a competência mais estratégica.

  • IA e Big Data: habilidade técnica que mais ganha relevância.

  • Pensamento Criativo: capacidade de resolver problemas complexos com originalidade.

  • Resiliência, Flexibilidade e Agilidade: essenciais em contextos de mudança constante.Letramento Tecnológico: compreender o funcionamento das ferramentas, não apenas utilizá-las.

  • Curiosidade e Aprendizado Contínuo: aprender ao longo da vida como competência central.

  • Liderança e Influência Social: colaboração, tomada de decisão e responsabilidade coletiva.

  • Gestão de Talentos: desenvolvimento de pessoas em ambientes diversos e híbridos.

  • Empatia e Escuta Ativa: base para relações saudáveis e trabalho em equipe.Consciência Ambiental: entendimento do impacto das decisões no mundo.


O relatório também projeta a criação de cerca de 170 milhões de novos empregos até 2030, impulsionados por tecnologia, economia verde, mudanças demográficas e digitalização. Ao mesmo tempo, 92 milhões de postos de trabalho devem ser transformados ou substituídos, especialmente em funções mais automatizáveis. Nesse cenário, o Pensamento Analítico tende a permanecer, por muitos anos, como uma das habilidades mais valorizadas.

A pesquisa ouviu mais de 1.000 grandes empregadores globais, incluindo CHROs, CEOs e diretores de estratégia, em 55 economias, entre elas o Brasil, e 22 setores industriais distintos. É um recorte robusto, que serve não apenas ao mercado corporativo, mas também como insumo estratégico para lideranças educacionais.


Diante desse contexto, quando um gestor escolar é questionado sobre como imagina sua escola daqui a cinco anos, a resposta não deveria se limitar à infraestrutura, à tecnologia ou ao crescimento de matrículas. O ponto central é outro: qual é a visão pedagógica para formar alunos capazes de navegar em um mundo incerto, complexo e em constante transformação?


Inovação, aqui, não se resume a tecnologia. Trata-se de uma estratégia educacional conectada à realidade, sustentada por professores com fluência pedagógica e digital, capazes de orientar os alunos com ética, senso crítico e propósito.


Mais do que preparar alunos para provas ou vestibulares, a escola do presente precisa assumir o compromisso de formar cidadãos com repertório, autonomia e capacidade de escolha. Em última instância, a pergunta que toda liderança escolar deveria se fazer é:

esta escola está preparando seus alunos para um mundo que ainda não existe?


Por Cristiane Oliveira, Head de Marketing e Aquisição - Escola Gracinha

 
 
 

Comentários


categorias
logho.png
Telefone:
(11) 5535-1397
Endereço:
R. Barão do Triunfo 550 - Cj. 35 - Brooklin São Paulo - SP
CEP:
04602-002
WhatsApp:
(11) 96855-0247
bottom of page