Práticas inclusivas: por uma inclusão eficaz
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Atualmente as salas de aulas estão cada vez mais heterogêneas, o que exige do educador e do ambiente escolar, um olhar flexível e aberto a diversas práticas pedagógicas e a um ensinar dinâmico. Lidar com as neurodivergências traz desafios, mas também move a educação a sair da zona de conforto. As escolas precisam constantemente rever suas práticas pedagógicas para acessar todos os alunos.
Um professor que participa da caminhada do saber com os alunos consegue entender melhor as dificuldades e possibilidades de cada um. (Mantoan, 2015)
Logo, há questões que precisam ser constantemente pensadas. Como equilibrar laudos, as demandas de especialistas e das famílias para uma inclusão efetiva? Mais do que se atentar para diagnósticos, o importante é conhecer cada aluno com sua potencialidade e fragilidade. Incluir vai além do saber do diagnóstico, vai de encontro a singularidade.

Fazer o mapeamento da sala de aula, conhecer o grupo, saber quais formas de ensinar o engajam, ter aulas fluídas, colocar os alunos para se auxiliarem, aceitar e trabalhar as diferenças, fazem parte do processo de inclusão e de uma aprendizagem significativa.
Os olhares dos especialistas e da família ajudam a conhecer mais o aluno, porém cada um tem o seu recorte desse sujeito que se apresenta, e quem conhece o ser aluno no ambiente escolar é o professor. E, como em toda relação, o conhecer um ao outro é um processo contínuo, com seus desafios e delícias, e acertos e erros. Há práticas que darão certo em um dia, mas não em outro.
Exercer a inclusão é algo vivo, que precisa ser revisto e repensado constantemente. Ao incluir um aluno, o professor está incluíndo todos. Pois a forma de ensinar a esse aluno, pode ser significativa para outros. Ao trabalhar com a inclusão também se trabalha com empatia, paciência, perseverança, habilidades socioemocionais tão importante a todos.
Bruna Maranholi


